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22, 23 e 24 /08/2008 - Sitepopular |
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VÔLEI - SELEÇÃO MASCULINA CONQUISTA PRATA E ENCERRA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NOS JOGOS |
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O Brasil conquistou neste domingo, 24 de agosto, a medalha de prata no torneio masculino dos Jogos Olímpicos Pequim 2008. No Ginásio da Capital da China, a equipe perdeu para os Estados Unidos, de virada, no último dia de competição dos Jogos: 3 sets a 1, parciais de 20/25, 25/22, 25/21 e 25/23. No sábado, 23, a seleção brasileiro feminina havia derrotado a norte-americana pelo mesmo placar e faturou o ouro.
É a segunda medalha olímpica de Bernardinho com o time masculino, a primeira foi o ouro em Atenas 2004, na Grécia. Antes, ele conquistara dois bronzes com a seleção feminina, em Atlanta 96, nos EUA, e Sydney 2000, na Austrália, e a equipe dos homens, uma prata em Los Angeles 84, também nos EUA (com Bernardinho como levantador reserva) e um ouro em Barcelona 92, na Espanha, com o técnico José Roberto Guimarães, que ganhou o ouro com o feminino. Está é também a sétima medalha que o vôlei dá ao Brasil na história dos Jogos Olímpicos, a segunda de prata, que se soma a três ouros e dois bronzes.
O time do Brasil entrou em quadra atento, disposto a não deixar passar as oportunidades que surgissem. Rapidamente, colocou vantagem no placar. Nesse início, os EUA pontuaram mais nos erros de saque brasileiros (parecia haver a tática de forçá-los desde o começo). O primeiro tempo técnico veio com vantagem de quatro pontos para o Brasil. As jogadas de meio de rede com André Heller funcionavam e deixavam a marcação norte-americana distante. O técnico Hugh McCutcheon pediu novamente tempo quando sua equipe perdia por 12/7, com medo de ver o set escapar precocemente. Veio o tempo técnico com o mesmo panorama. Com 21/15, mais um pedido técnico. De nada adiantou. O Brasil continuou sua marcha até fechar em 25/20.
Quem voltou para a quadra vibrante foram os EUA. Porque sabiam que deixar um time como o Brasil abrir vantagem de 2 sets a 0 é entregar o jogo. Com Stanley forte no saque, abriram 3/0. Bernardinho parou o jogo, mas, ainda com Stanley servindo, o placar foi a 6/0. Os EUA mantiveram o ritmo e não deixaram que os brasileiros encostassem. Nem uma passagem de quatro pontos de Marcelinho no saque conseguiu fazer com que o time emparelhasse o set. Até que chegou perto e teve a chance de fazer 21/21, mas uma desatenção na defesa manteve os EUA com vantagem e o set terminou em 25/22.
Os EUA são uma grande equipe e sabem como marcar o Brasil. Fizeram isso há um mês no Rio de Janeiro, na semifinal da Liga Mundial que ganharam por 3 a 0. Com tudo igual novamente, os dois times voltaram aguerridos, num grande rali já no primeiro ponto. O bloqueio dos EUA funcionava ao menos para facilitar a defesa, enquanto o do Brasil chegava atrasado. Mesmo assim, o time conseguia virar as bolas e se manter na luta. Mas o bloqueio começou a falar mais alto e os norte-americanos abriram três pontos e fizeram 12/9. Bernardinho pediu tempo. Ao contrário do primeiro set, o time brasileiro não conseguia aproveitar as chances que se apresentavam. Os EUA, sim. Por isso, se mantiveram na frente até o fim e fecharam em 25/21.
Se quisesse defender seu título olímpico, o time brasileiro não podia mais vacilar. Na volta para a quadra, a equipe passou a jogar em seu capitão, Giba, as bolas que ele virou com vontade. Os ataques em geral funcionaram melhor. Mas os EUA mantiveram seu grande volume de jogo e isso deixou o jogo parelho - à espera apenas do descuido de um dos lados que decidiria a sorte da partida. Ele veio. O Brasil chegou a abrir 20/17, mas uma distração fatal permitiu que o adversário fizesse cinco pontos em seqüência e conseguisse a virada em 22/20. Dali em diante, os norte-americanos só administraram sua vantagem rumo ao 25/23 que valeu o ouro olímpico. |
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COB CONSTATA EVOLUÇÃO DO ESPORTE BRASILEIRO E REGISTRA CONQUISTAS INÉDITAS EM PEQUIM |
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O esporte olímpico brasileiro manteve nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 a evolução qualitativa que vem sendo alcançada nos últimos anos. Foram 3 medalhas inéditas de ouro, 4 de prata e 8 de bronze, somando um total de 15 medalhas, e a participação recorde em 38 finais, quase o dobro das 22 finais disputadas em Atlanta-96. Em Sidney o Brasil disputou 22 finais e em Atenas 2004 participou de 30 finais. No total de medalhas conquistadas, o Brasil terminou na 17ª. colocação geral. Na contagem pelas medalhas de ouro, o país ficou na 22ª. posição."O crescimento esportivo de um país não deve ser medido apenas por medalhas. A presença de um maior número de atletas e de modalidades em finais olímpicas indicam a evolução qualitativa do esporte brasileiro nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos. Sem dúvida, isso tem sido conseqüência direta da aplicação dos recursos da Lei Agnelo/Piva nos últimos anos pelo COB e pelas Confederações Brasileiras Olímpicas. Para Londres 2012 poderemos contar também com os recursos da Lei de Incentivos Fiscais ao Esporte, que, por sua abrangência, será uma importante fonte de recursos desde ao alto rendimento", afirmou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, em entrevista coletiva na Casa Brasil, em Pequim.
As três medalhas de ouro em Pequim foram inéditas: Cesar Cielo, com a quebra de três recordes olímpicos nos 50m livre da natação, Maurren Maggi, no salto em distância, e o vôlei feminino. Além disso, o Brasil registrou outras marcas inéditas. Pela primeira vez o país participou da final olímpica na ginástica artística feminina por equipe, no solo da ginástica artística masculina e no revezamento feminino 4x100m do atletismo. A judoca Ketleyn Qaudros se tornou a primeira medalhista olímpica individual (bronze) feminina do esporte brasileiro. Depois vieram Maurren Maggi, no atletismo, e Natália Falavigna, bronze no taekwondo. Nas disputas diretas pela medalha de ouro, o Brasil registrou aumento de 70,6%. Em Atenas foram 17 disputas, em Pequim foram 29."São conquistas expressivas em diversas modalidades. E as nossas atletas merecem um destaque especial", ressaltou Nuzman.
O presidente do COB comentou ainda a evolução do esporte em todo o mundo, o que qualifica ainda mais as conquistas do Brasil em Pequim. Dos 204 países participantes, 86 obtiveram medalhas. Foram estabelecidos 42 recordes mundiais e 128 recordes olímpicos. Países como Mongólia, Panamá e Bahrein conquistaram medalhas de ouro pela primeira vez. "Observamos dois fenômenos distintos em Pequim: a hegemonia da China, que se preparou como nunca para esses Jogos Olímpicos, e a diluição de medalhas por uma gama maior de países. A competitividade está cada vez maior e o Brasil está inserido neste contexto mundial", ressaltou o presidente do COB.
Para o ciclo olímpico de Atenas 2004 (2001 a 2004) o COB repassou às Confederações cerca de R$ 90 milhões. Para o ciclo de Pequim (2005 a 2008) foram repassados R$ 160 milhões, incluídos os cerca de R$ 24 milhões do convênio com a Petrobras via Lei de Incentivos ao Esporte. Esse aumento contemplou também a preparação para os Jogos Pan-americanos Rio 2007, quando o Brasil competiu em todas as 47 modalidades com uma delegação de quase 1 mil integrantes.
Após Pequim 2008, o COB analisará os resultados dos dois últimos ciclos olímpicos. "Até agora as Confederações dispuseram de um percentual fixo da Lei Agnelo/Piva. Temos que analisar as carências e necessidades de cada esporte para então definirmos que modelo será o ideal para o próximo ciclo olímpico", concluiu.
Veja aqui a apresentação completa exibida na coletiva de imprensa do COB na Casa Brasil em 24/8 em Pequim. |
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VÔLEI - SELEÇÃO FEMININA CONQUISTA SEU PRIMEIRO OURO OLÍMPICO NA HISTÓRIA |
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Até a final, o Brasil atropelou todos os adversários que encontrou pela frente no torneio feminino dos Jogos Olímpicos Pequim 2008. Todos os jogos terminaram com um sonoro 3 a 0, numa marcha impiedosa das atuais campeãs do Grand Prix (e que têm no currículo sete desses troféus). Nan oite deste sábado, 23 de agosto, no Ginásio da Capital da China, as jogadoras entraram na quadra vestidas de verde e amarelo para um último desafio. Restava um último oponente no caminho do ouro: os Estados Unidos. Era a primeira vez do Brasil numa final olímpica - embora desde Barcelona 92, na Espanha o país fosse semifinalista (foram dois quartos lugares, em Barcelona e Atenas 2004, na Grécia, e dois bronzes, em Atlanta 96, nos EUA, e Sydney 2000, an Austrália). Uma chance que demorou a chegar. E que nenhuma das 12 jogadoras sequer pensava em deixar escapar. Não deixaram: 3 sets a 1 Brasil, parciais de 25/15, 18/25, 25/13, 25/21. O ouro veio enfim. E teve a honra de ser entregue pelo Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Festa completa.
Com o resultado, o técnico José Roberto Guimarães, campeão olímpico treinando o time masculino em Barcelona 92, passa a ser o responsável por dar a primeira medalha de ouro para as mulheres para os homens do Brasil. É a sexta medalha que o vôlei conquista para o país em Jogos Olímpicos, número que vai aumentar neste domingo, 24, pois o time masculino já está na decisão, também contra os Estados Unidos. Para José Roberto e boa parte da equipe, que estavam em Atenas, o resultado mostra que o trauma de quatro anos atrás, quando a seleção vencia a semifinal contra a Rússia e acabou perdendo várias oportunidades de fechar a partida e levou a virada, foi totalmente superado.
O jogo começou com equilíbrio. Já no primeiro ponto para os EUA, um rally. No empate brasileiro, também. As únicas exceções até o 3 a 3 foram dois aces que a equipe norte-americana acertou por golpe de vista errado das brasileiras. Até o 10 a 10, a vantagem se alternou. Mas foi, então, que o volume de jogo do Brasil cresceu. Os bloqueios de Sheilla passaram a funcionar. A defesa brasileira mostrou força e os ataques caíam na quadra adversária a despeito de toda a dedicação das norte-americanas, que acreditavam em todas as bolas. O Brasil conseguiu uma boa vantagem de cinco pontos numa bola de meio de Fabiana: 16 a 11. O saque de Mari complicava a defesa e, com ela, na posição foram cinco pontos, até 20 a 11. Quando as adversárias ameaçaram reagir, um bloqueio duplo de Paula Pequeno e Fabiana fez 21 a 13. O Brasil se impôs e até fechar o set em 25/15 com um ace de Paula Pequeno.
O time voltou desconcentrado, vacilante nas recepções, e as norte-americanas aproveitaram para se refazer do susto do primeiro set e abrir logo 5 a 1, até que o técnico José Roberto Guimarães pediu tempo. Na volta, um corta-luz de Fofão e o Brasil pontuou. O saque de Mari funcionou e o Brasil encostou no placar. Mas a mesma Mari se distraiu numa recepção e permitiu que os EUA se desgarrassem novamente: o marcador chegou até 10 a 4. O Brasil tentava se aproximar, mas a recepção falhava e as norte-americanas acreditavam que podiam vencer - e faziam por onde. Toda vez que proporcionavam um contra-ataque, o Brasil se atrapalhava para definir, enquanto elas aproveitavam todas as chances que tinham. Com o placar em 20 a 14, José Roberto Guimarães parou o jogo novamente. Não adiantou muita coisa. Os erros continuaram e o set terminou 25 a 18 para as norte-americanas.
Pela primeira vez, o Brasil entrou em quadra nestes Jogos Olímpicos depois de perder um set. Pela primeira vez na partida, saiu na frente. O esforço para fazer valer o volume de jogo apresentado durante todo o campeonato era grande, mas as norte-americanas resistiam bravamente. Três ataques de Sheilla abriram quatro pontos de diferença: 10 a 6. Fabiana voltou a impor seu bloqueio (o time encaixou cinco ao todo no set), o Brasil livrou boa vantagem de sete pontos e chegou ao segundo tempo técnico com 16 a 9 a favor. Na volta, ainda mais incisivas, as brasileiras aceleraram até fechar o set em 25 a 13. Faltava apenas mais um.
Dois erros de Mari no início do quarto set deram a vantagem de 2 a 0 para os EUA, mas com uma defesa arrojada e um bom saque, ela se redimiu e ajudou o Brasil a passar a frente em 5 a 3, com quatro pontos de Sheilla. Mas outro cochilo do time cedeu o empate e a virada em 8 a 6. O Brasil se recuperou, mas Mari voltou a errar na recepção e as norte-americanas passaram a forçar seu saque nela até chegar à frente no tempo técnico: 16 a 15.
Foi então que o Brasil mostrou que é um time amadurecido. Superou antigos fantasmas, deixou as lembranças fora da quadra e se concentrou no seu jogo. Continuou ligado até conseguir virar num bloqueio de Fabiana para fazer 21 a 20. Teve frieza e se manteve atento. Fabiana parou todos os ataques com seu bloqueio até o set point, quando um erro de ataque das norte-americanas deixou o placar em 25 a 21 e deu às meninas do vôlei brasileiro sua primeira medalha de ouro em Jogos Olímpicos. Um prêmio mais que justo para a equipe que se impôs durante toda a competição, que jogou o melhor voleibol. E que fez História. Com H maiúsculo. |
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OURO, PRATA E BRONZE EM DIA HISTÓRICO PARA O BRASIL EM PEQUIM |
Foto: Maurren morde a medalha de ouro no pódio do Estádio Ninho de Pássaro (Crédito: Wander Roberto) |
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A sexta-feira, 22 de agosto, foi histórica para o esporte brasileiro. Em dia de ouro, prata e bronze para o País, Maurren Higa Maggi se transformou na primeira mulher do atletismo brasileiro a conquistar uma medalha olímpica. E fez mais, muito mais: tornou-se a primeira atleta do Brasil a subir no lugar mais alto do pódio nos Jogos. O Brasil teve outros motivos para comemorar nesta sexta-feira. O vôlei de praia, colocou no peito mais duas medalhas: Márcio e Fábio Luiz ficaram com a prata, enquanto Ricardo e Emanuel conquistaram o bronze. Já o futebol masculino garantiu levou outro bronze. Se for levada em conta a classificação do vôlei masculino para a final olímpica, pode-se dizer que, em apenas em um dia, o País aumentou em cinco seu total de medalhas em Pequim 2008. Maurren entrou para a disputa do salto em distância consciente de sua condição de candidata à medalha. Por isso, fez questão de mostrar a que veio logo no início da disputa. E foi o que aconteceu. Logo em seu primeiro salto cravou 7m04, o melhor resultado da temporada, e justamente a marca que daria a ela a tão sonhada medalha de ouro. E ela nem precisou fazer o último salto. Quando a campeã olímpica de Atenas 2004, a russa Tatyana Lebedeva, ficou nos 7m03 em sua última chance de superar a brasileira, foi só fazer a festa. Ninguém mais poderia tirar dela aquela conquista que o atletismo brasileiro não experimentava há 24 anos, desde que Joaquim Cruz ganhou o ouro nos 800m de Los Angeles 84. Enquanto Lebedeva lamentava seu resultado junto ao seu técnico, Maurren desfilava pela pista do Ninho do Pássaro carregando a badeira do Brasil e outra da China, como forma de agradecer o incentivo do público. No pódio, desmanchou-se em lágrimas assim que o hino nacional começou a ser executado e a bandeira brasileira a subir no mastro para a cerimônia de premiação. Um choro justo de quem fez da carreira um exemplo de superação e que conseguiu nesta sexta-feira a consagração olímpica. Da pista do Ninho do Pássaro para as areias da Arena de Vôlei de Praia de Chaoyang, Marcio e Fábio Luiz também garantiram lugar de honra no pódio de Pequim 2008. Eles não conseguiram superar os americanos Todd Rogers e Phil Dalhausser na final olímpica da modalidade, mas voltam ao Brasil com a prata na bagagem. Os brasileiros perderam por 2 a 1 (23/21, 17/21 e 15/4) e mantiveram a tradição de conquistas do vôlei de praia do País.
"Faltou saber administrar o terceiro set. Não tivemos segurança nem cabeça. Não sei dizer o que aconteceu", lamentou Márcio. "Começamos bem o jogo, mas eles reagiram. Alternamos momentos bons e momentos difíceis e, no final, eles souberam aproveitar as chances que demos", analisa Fábio.
Os dois não esconderam a tristeza ao final, mas acreditam que o tempo vai sarar as feridas. "Hoje perdemos o ouro; dois dias atrás, ganhamos a prata. Não é para se conformar, mas tem que se contentar", desabafa Márcio. Seu parceiro de dupla prefere lembrar que o resultado é bom para o País. "Fico feliz pela prata conquistada pelo Brasil, mas triste pelo resultado pessoal."
Já Ricardo e Emanuel conseguiram a medalha de bronze ao derrotar por 2 a 0 Renato e Jorge, brasileiros naturalizados georgianos e que jogam em Pequim com os nomes Geor e Gia. Foi a terceira medalha olímpica de Ricardo em igual número de participações nos Jogos. "A sensação é de dever cumprido. Chegamos onde muita gente gostaria de estar. Qualquer medalha é uma vitória, uma conquista. Chegar ao pódio é demais. Principalmente para mim, que consegui a façanha em três oportunidades", comemorou ele, ouro em Atenas 2004, prata em Sydney 2000 e agora o bronze.
No futebol masculino, o Brasil venceu a Bélgica por 3 a 0 (Diego e Jô duas vezes) na decisão do bronze, no Estádio de Xangai. É a sexta medalha olímpica do futebol brasileiro, a quarta do masculino e a segunda de bronze. As outras foram as pratas em Los Angeles 84 e Seul 88, e o bronze em Atlanta 96. Já a seleção feminina conquistou duas pratas: Atenas 2004 e Pequim 2008.
Já o vôlei masculino do Brasil está em mais uma final olímpica. Nesta sexta-feira, a equipe comandada por Bernardinho derrotou a Itália por 3 a 1 (19/25, 25/18, 25/21 e 25/22) em 1h44m, e decidirá a medalha de ouro com os Estados Unidos neste domingo, 24 de agosto, às 12 horas (1h de Brasília), no Ginásio da Capital. Os brasileiros buscam o terceiro título olímpico da modalidade, depois da conquista em Barcelona 92 e em Atenas 2004. |
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TREINADOR DO VÔLEI FEMININO AFIRMA: 'SOMOS O MELHOR TIME DO MUNDO' |
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"Tinha deixado um pedaço de mim naquela quadra em Atenas", disse o técnico José Roberto Guimarães depois da final olímpica deste sábado, diante dos Estados Unidos. "Mas resgatei aqui em Beijing". Depois de quatro anos, o treinador diz, com toda a calma que o caracteriza nos momentos bons ou ruins: "Somos o melhor time do mundo. Hoje eu posso dizer isso". Mas ele não diz que é o melhor treinador. Prefere acreditar que está entre os melhores. Ganhou um título olímpico dirigindo os homens e outro, as mulheres. Mas brinca sobre as diferenças entre Barcelona 92 e Pequim 2008. "Estou 16 anos mais velho."
Para Zé Roberto, 16 anos atrás não havia tanta pressão. "A Itália era o melhor time do mundo e favorita ao título. Mas o Brasil foi crescendo." Já o trabalho que desembocou em Pequim foi mais árduo. "Foi diferente e muito duro. Depois de Atenas, precisamos de força para recriar o trabalho. Muitas críticas que nós recebemos por não fechar os jogos nos doíam. Porque era verdade e nós não queríamos admitir", conta.
Sem rancor, sem desespero. O treinador chega a dizer que se sentia em débito com o esporte brasileiro. "Mas paguei com juros e correção monetária. Agora me sinto mais leve." Mesmo que o jogo tenha sido tenso. Zé Roberto disse que o time estava preparado para a tática norte-americana de forçar o jogo em cima de Mari. "Por isso elas treinaram bolas altas, com bloqueios duplos e triplos. Para conseguir atacar mesmo sem ter a bola na mão", explica.
Mesmo quando o time perdeu o segundo set e esteve atrás no quarto, ele acredita que as meninas se comportaram bem. Mas pensou em tudo. "Achava que ia para o tie-break. Uma bola podia mudar a história, mas imaginei que iríamos pro quinto set." E estava confiante. "Tie break é tie break. Melhor não tê-lo". Em quadra, as suas jogadoras liquidaram a fatura sem que a final se estendesse até o set desempate. "Eu disse para as meninas: vocês merecem. Mais que todas as seleções do mundo, por todo o trabalho feito. E eu nunca vi tanta gente torcendo por uma seleção na minha vida. Todos que nos encontravam, recebemos vários e-mails. Vi que a seleção estava mesmo no coração das pessoas. Esse time tem mais de 90% de jogos vencidos. Merece isso tudo pelo trabalho forte. Para acabar com essa coisa que nos acompanha de amarelar. Hoje nossa medalha é amarela. Só que é de ouro. Eu dizia isso: a hora vai chegar. Aquela bola vai cair. E hoje ela caiu, isso é o que importa." |
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JOGADORAS COMENTAM CONQUISTA INÉDITA DO VÔLEI FEMININO |
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Em meio à euforia pela conquista da inédita medalha de ouro olímpica, as jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei comentaram o histórico resultado conseguido pela equipe, depois da vitória por 3 a 1 sobre os Estados Unidos, neste sábado, 23 de agosto, no Ginásio da capital.
Abaixo, seguem as declarações da jogadoras campeães olímpicas:
FOFÃO
É muito estranho, você ainda se sente na vibração do jogo. Parece que você quer ficar pulando o tempo todo, não quer sair do ginásio. Acho que esse grupo merece. Isso é para as pessoas que duvidaram da nossa capacidade. Agora tenho certeza que não há mais o que dizer. Foi mais do que a gente esperava, passamos por cima de todos os times da forma mais bonita possível, ganhando por 3 a 0. O grupo demonstrou maturidade. Fecho meu ciclo com a seleção da forma mais perfeita possível. Lutamos anos para alcançar essa vitória. O vôlei feminino tem que ser respeitado. Mostramos que somos grandes. Vestir a camisa do Brasil é muito bom. O Zé Roberto sabe indicar o caminho para chegar ao título.
MARI
Nada disso foi à toa. Nossa campanha até aqui foi ótima. Foi presente de Deus que justo no dia do meu aniversário tenha havido uma final olímpica. Hoje é comemoração em dose dupla. Não tem dinheiro que compre isso aqui, é o melhor presente de todos, vou guardar para a vida inteira.
SHEILLA
Nosso grupo foi muito bem. Sem cometer erros nem muitas falhas durante a competição. Após perdermos o segundo set, o Zé Roberto conversou com a gente, nos acalmando. Não perdemos a cabeça. Muitos não acreditavam. Provamos sermos um grupo forte. A felicidade é imensa.
PAULA PEQUENO
O jogo de hoje foi muito difícil. Os Estados Unidos vieram para fazer o melhor jogo delas na competição, mas estávamos preparadas para enfrentá-las. Sabíamos que éramos capazes de derrotá-las e, por isso, entramos muito concentradas. A medalha de ouro é um sonho realizado. É uma sensação mais do que especial. Não participar dos Jogos de Atenas por causa de uma contusão foi um momento muito difícil pra mim. Na ocasião vi meu sonho indo pela correnteza. Consegui dar a volta por cima. Dia mais especial que hoje não tem. Me sinto orgulhosa de ter dado a volta por cima. Nunca senti nada disso antes. Não posso comparar essa experiência a nada que eu tenha vivido. É o maior momento da minha carreira.
FABI
Tivemos um início de ano bacana. Grand Prix irretocável. A partir dali criou-se uma confiança muito grande. O nível que a gente tava era para chegar, mas em Jogos Olímpicos é fazer bonito. A ficha ainda não caiu. Só nós sabemos o que passamos para chegar aqui. É um momento mágico, único.
SASSÁ
Esse foi um ano totalmente diferente, pelo espírito que a gente começou a treinar desde o inicio. Estávamos prevendo isso. Ficamos focadas de que esse ano seria nosso momento. Tínhamos total confiança de que esses Jogos seriam nossos. Iríamos correr atrás desse ouro, que acabamos de ganhar.
A tranqüilidade da nossa equipe não deixou os Estados Unidos acreditar que poderiam ganhar. Tivemos um bom ritmo do inicio ao fim. Cometemos alguns erros, mas soubemos superar isso muito bem e conseguimos vencer o jogo.
VALESKINHA
Um sentimento de dever cumprido com cada uma do grupo, com todo o Brasil, com parentes e amigos. Isso dá uma força de provar que realmente somos capazes de estar no lugar mais alto do pódio, com essa medalha linda e maravilhosa na mão. E é nossa.
THAISSA
Nunca vou esquecer o momento em que subimos no alto do pódio. Na hora que o hino toca não tem como não se emocionar e chorar.
WALEWSKA
Isso é reconhecimento de toda a dedicação, força, sacrifício que essa geração teve. Acho que agora a gente pode apagar tudo de ruim e só falar de coisas boas. Estou na seleção desde 98. São três Jogos Olímpicos. Com esse reconhecimento acho que está na hora de dar um tempo (da equipe brasileira) para cuidar de outras coisas que valham a pena. Vou dar um tempo agora para organizar a minha vida e depois quem sabe posso voltar. A sensação é indescritível. Essa geração não merecia outra coisa senão a coroação com a medalha de ouro. Nunca desistimos, apesar de alguns tropeços. Lutamos muito para construir essa história maravilhosa. |
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MULHERES REESCREVEM COM OURO E BRONZE HISTÓRIA DO BRASIL NO VÔLEI E NO TAEKWONDO |
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O esporte feminino do Brasil resolveu, definitivamente, reescrever sua história olímpica em Pequim 2008. Não bastassem o ouro inédito de uma brasileira em prova individual, com Maurren Maggi, no salto em distância; e a primeira medalha do judô feminino, com o bronze de Ketleyn Quadros; o vôlei feminino e o taekwondo também conseguiram resultados históricos neste sábado, 23 de agosto, penúltimo dia de competição
O time feminino de vôlei já havia garantido a classificação para sua primeira final olímpica. Até Pequim 2008, o melhor que havia conseguido fora o bronze em Atlanta 96 e Sydney 2000. Desta vez, as meninas do Brasil mostraram sua força desde o início da disputa. Tanto que perderam apenas um set em toda a competição, justamente o da final deste sábado, em que venceu a seleção DOS Estados Unidos por 3 a 1, com parciais de 25/15, 18/25, 25/13 e 25/21, em 1h35 de jogo.
José Roberto Guimarães também entra para a história como o treinador que levou o Brasil ao primeiro ouro olímpico tanto no vôlei masculino quanto no feminino. Era ele quem dirigia a equipe na inesquecível conquista de Barcelona 92, em que seus comandados também tiveram uma campanha irrepreensível.
Natália Falavigna também conseguiu a façanha de colocar o taekwondo no grupo dos esportes brasileiros medalhistas olímpicos. A paranaense garantiu o bronze na categoria até 67 kg, depois de vencer a grega Kyriaki Kouvarik, a australiana Carmem Marton e a sueca Karolina Kedzierska e ter predido apenas para a norueguesa Nina Solheim, ainda assim por decisão dos árbitros após empate nos três rounds e no golden score.
O pódio em Pequim 2008 teve gosto de revanche para Falavigna. Em Atenas 2004, ela também havia garantido vaga para a disputa do bronze. Naquela oportunidade, contudo, voltou para casa sem a sonhada medalha. Por isso, desta vez, entrou para a luta diante da sueca Kedzierska mais focada e não deu chances para a adversária, a quem derrotou por um incontestável 5 a 2. "Queria pegar mais do que o quarto lugar. Não poderia sair de novo dos Jogos sem a medalha", comentou.
Falavigna considerava Pequim 2008 uma competição especial. Afinal, só faltava a medalha olímpica em sua galeria de grandes conquistas. Ela já trazia em seu currículo o ouro do Mundial de Madri (2005) e no Mundial Júnior da Irlanda (2000), a prata nos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e o bronze no Mundial de Pequim (97), para citar apenas os mais importantes. "Esses Jogos Olímpicos eram muito especiais para mim. Até porque ainda não havia conseguido uma medalha na competição". |
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CICLISMO - RUBINHO SATISFEITO COM O 21º LUGAR NA FINAL DO MOUNTAIN BIKE |
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O objetivo era ficar entre os 20 primeiros. Mas Rubens Valeriano, o Rubinho, não saiu triste com a 21ª colocação na prova masculina de mountain bike cross country masculina de Pequim 2008. Com o tempo de 2h05m19 mais de nove minutos depois do campeão, o francês Julien Absalon, medalha de ouro com 1h55m59. "Estou muito feliz com esse resultado, muito mesmo", disse. Rubinho chegou a correr na 17ª posição, mas não resistiu ao forte calor e perdeu posições. "No final eu me senti muito cansado", admitiu.
O maior desafio foi se recuperar do começo ruim. "Apesar de ter largado bem atrás, consegui ganhar muitas posições. Não sei exatamente em que lugar fiquei no começo, porque o bolo era muito grande", lembrou. A tática foi forçar um pouco mais para não deixar o pelotão da frente desgarrar. "Então, tentei acompanhar os líderes. Mas enfrentei muito trânsito. Quando dava, eu ultrapassava".
O circuito era uma preocupação constante. "Fiquei pensando no equipamento. Era o que mais me chamava a atenção. O trajeto aqui é misto, tem muita pedra. Mas consegui evitar problemas", reclamou. No fim das contas, completou a prova quase como queria. "O ano foi muito bom. Tinha o sonho de estar nos Jogos Olímpicos e consegui. Meu técnico, Carlos Polazzo, também sonhava em levar um atleta aos Jogos e conseguiu. Espero que o mountain bike brasileiro cresça ainda mais. Para isso, precisamos participar de mais competições internacionais, disputar com os melhores do mundo", comentou. |
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TAEKWONDO - NATALIA FALAVIGNA CONQUISTA O BRONZE NA CATEGORIA ACIMA DE 67KG |
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Natalia Falavigna conquistou a 13ª medalha para o Brasil em Pequim 2008 e a primeira do taekwondo do País na história dos Jogos. Com a vitória sobre a sueca Karolina Kedzierska por 5 a 2, a paranaense garantiu o bronze na categoria até 67 kg. A competição foi realizada neste sábado, 23 de agosto, no Ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia da capital chinesa, e a brasileira só perdeu uma luta, ainda assim por decisão dos árbitros após empate nos três rounds e no golden score |
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TÉCNICO DE MAURREN RESSALTA BOA PREPARAÇÃO PARA PEQUIM |
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Um dos principais fatores apontados pelo técnico da equipe brasileira de atletismo Nélio Moura para a conquista da medalha de ouro de Maurren Maggi no salto em distância foi a preparação de alto nível feita para Pequim 2008. Além de toda fase de preparação durante o ciclo olímpico, na reta final o atletismo fez uma aclimatação em Macau para chegar à capital chinesa na melhor forma possível.
Perguntado se havia algum segredo para formar um campeão olímpico, Nélio revelou o que é preciso fazer. "Na verdade não tem segredo. Acho que foi uma união de fatores que fizeram a diferença. Nossos patrocinadores, os clubes, a Confederação (Brasileira de Atletismo), o Comitê Olímpico Brasileiro. A gente nunca se preparou tão bem para uma competição como para os Jogos Pan-americanos Rio 2007 e agora para Pequim. Chegamos aqui muito bem. Nunca tivemos uma preparação tão boa assim, com participação em várias competições internacionais", disse o treinador.
Nélio ressaltou que o Brasil já é um dos Países referência para as provas de saltos triplo e distância. "Já somos considerados um dos centros de excelência em saltos horizontais. Se olharmos os resultados dos últimos anos, tivemos medalhistas e excelentes conquistas em grandes competições. Esse quadro ainda vai melhorar e estaremos mais bem preparados para as próximas competições", afirmou.
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Roberto Gesta, lembrou que a conquista de Maurren foi histórica não só pra o Brasil, mas para todo o continente. "Na verdade, é a primeira mulher sul-americana que conquista uma medalha de ouro no atletismo dos Jogos Olímpicos. É um novo patarmar que alcançamos e um incentivo para as futuras gerações. Uma prova de que o atletismo feminino está crescendo. Acho que é um momento delas e agora especialmente da Maurren. E um momento inesquecível para todos nós", disse Gesta. |
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