Imprimir Página

Enviar

Comentários00

Retornar à página inicial

 
 

25/04/2010 - Sitepopular

 

Eunápolis: Discursos inflamados e discursos bizarros em visita de deputados

 

                                 

 

Todos os Vídeos

 
 

 

 

 

 

Eunápolis - A Câmara Municipal recebeu nessa sexta-feira (23), visita dos deputados Carlos Gaban e Roberto Brito. A temporada de caça aos votos já começou, doravante a cidade será infestada com promessas mirabolantes de políticos "Copa do Mundo".

 

Muito cuidado na hora de escolher o candidato:

 

Esqueça horário político eleitoral. Não é por aí que você vai descobrir quem é cada uma daquelas figuras que estão tentando chegar ao poder através do seu voto. Ali você só vai ter uma noção de quem fala bem, tem boa lábia e carisma. E isso conta Zero na hora de colocar a mão na massa. "Não confie na TV. A TV é emoção, não é raciocínio. É assim nos telejornais, na novela e no horário eleitoral gratuito, que também usa truques de novela para emocionar o eleitor", recomenda o especialista em Marketing Político Antônio Eduardo Negrão, membro da ABCOP (Associação Brasileira de Consultoria Política).

Tampouco leve tão a sério o Programa de Governo dos candidatos. "Programas de Governo do partido não são uma fonte boa para avaliá-los porque eles não são contratos e, em geral, os políticos não têm o menor compromisso com eles. Programa de Governo é um documento obrigatório pela Legislação Eleitoral, e os partidos contratam profissionais para fazê-lo, junto com um profissional de marketing, e só tem um objetivo: falar o que as pesquisas qualitativas apontam e vencer a eleição", alerta Negrão.

Há dois pontos básicos a serem avaliados, segundo os especialistas: 1. "Diga-me com quem andas que te direi quem és"; 2. Conheça o seu passado. "O principal no discurso de um político é verificar até que ponto aquilo que ele diz é condizente com aquilo que ele fez quando estava em um cargo público", explica o cientista político Cláudio Couto, professor do departamento de Política da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Para saber do passado de um político, a melhor fonte é a imprensa, sites de organizações que fiscalizam o trabalho dos políticos, os sites dos partidos e os do próprio governo, que geralmente divulgam tudo sobre a vida dos parlamentares, como o site da Câmara, do Senado, do TSE.

Prestar bem atenção em quem são as pessoas próximas ao candidato é essencial. Não só seus colegas de partido, mas seus amigos, investidores. "No caso dos candidatos a presidente, tente adivinhar quem poderia formar o ministério dele. Se você não tem a menor idéia, é porque você não tem a menor idéia de quem seu candidato é", diz Negrão.

Esses dois quesitos valem para você avaliar tanto seu candidato à presidente, deputado, senador ou governador. A partir daí, para cada um há quesitos específicos. Em cada um dos casos, o primeiro passo é saber o papel de cada uma dessas figuras nacionais.

Atitudes suspeitas
Todos os especialistas concordam: desconfie sempre dos políticos que dão respostas simples a questões complexas, e os que se colocam numa posição auto-suficiente, como se independessem de partido. Se um candidato diz, por exemplo, que vai "acabar com a fome", e não diz como, não dá para acreditar. Da mesma forma, se ele diz que vai acabar com os impostos. "Sempre que um candidato diz que vai investir numa área, a primeira pergunta a se fazer é: e vai tirar recursos de onde?", diz o cientista político Rogério Schmidt, consultor da Tendências Constultoria. Então, desconfie de propostas genéricas, abstratas, que não especificam meios para serem implementadas.

Fique atento também a candidatos que tentam se desvincular de seu próprio passado, com um discurso do tipo "esqueçam o meu passado. Todo mundo erra". E daqueles cujas credenciais democráticas não sejam muito nítidas, ou seja: se mostram com um viés autoritário, sem muito respeito por questões como liberdade de opinião, religiosa, direitos individuais em geral.

Além disso, não vá na conversa de quem fica o tempo todo apontando defeito em seus opositores e acusando-os de "falta de vontade política". "Em política, não basta querer. Fazer o eleitor acreditar nisso é vender ilusões", alerta Couto.

Temas urgentes
Todos os candidatos vão falar de Educação, Saúde, Segurança. Mas, fazendo entre os especialistas um levantamento geral sobre os temas mais importantes no momento atual, dentro dessas áreas, chegamos a alguns consensos. Os candidatos deveriam estar preocupados principalmente com:

- Corrupção. Dentro deste quesito, cada especialista apontou iniciativas cuja consequência seria a melhoria do sistema no sentido de não dar mais brecha para a corrupção. Couto, por exemplo, falou da profissionalização do Estado brasileiro. "Hoje, cada vez que muda um governo, temos algo próximo a 17 mil cargos que podem ser ocupados por indicações políticas, a despeito de qualquer coisa. É um número absurdo, que reflete o tipo de Estado que temos no Brasil: patrimonialista, capturado por interesses privados. Se queremos ter de fato um estado profissionalizado e eficiente, em que haja menos corrupção, é fundamental que nos profissionalizemos e que todos os cargos administrativos abaixo de Ministros, Secretários Executivos e Assessores sejam ocupados por funcionários de carreira", opina.

Outra forma indireta de acabar com a corrupção seria o investindo na Educação básica, fundamental e média, segundo Negrão. "O brasileiro tem um déficit de linguagem devido à má condição escolar que, se ele tiver boas condições financeiras, pode chegar até a fazer mestrado que continua com esse déficit. Até os docentes têm dificuldades fortíssimas de linguagem. E quando é assim, a pessoa não entende o discurso de um político, não consegue expressar o que quer nem para si própria, e não consegue entender o que se quer dele. Assim, não tem como cobrar", explica.

- Violência. Todos os especialistas apontaram a questão da segurança como primordial. "É urgente uma melhor organização das forças repressoras e uma melhor integração entre as polícias federais e o judiciário. Quando as forças são sectárias, isso facilita a corrupção dentro delas", diz Negrão.

 

Com informações de Bárbara Semerene.

 

 

 

Comente a matéria

 

 

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site
Título da Matéria a comentar
Nome
Mensagem
Digite o código



http://www.linkws.com

 

Comentários:(00)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sitepopular/

© 2003 - 2008 Sitepopular.com.br Todos os direitos reservados

Banner Rotacional - Modificado por Sitepopular.com.br Ltda