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22/10/2009 - Sitepopular / Por Sitepopular

 

O trabalho extraordinário da aranha

 

Eunápolis - Essa jóia da natureza foi filmada em Santa Cruz Cabrália Bahia, nos arredores da Mata Atlântica em 13 de outubro de 2009. É a aranha amarela ou Gasteracantha (nome científico). Embora a espécie permaneça a mesma, pode se apresentar em diferentes cores: amarela, cor mesclada e vermelha. O macho é muito menor que a fêmea, que possui dois órgãos reprodutores (um em cada lado do corpo), pode ser fecundada em apenas um dos lados, ficando virgem do outro lado, ou ser fecundada em ambos. Constrói teias orbiculares, geralmente na altura próxima de  1,70m do solo, em posição vertical. E na estrutura de sustentação, coloca tuchos maiores de teia, que segundo pesquisadores parece que serve de alerta a pássaros, ou insetos maiores, evitando assim que a teia seja destruída em possíveis colisões.

 

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A origem das aranhas (Elisa S.)

 

A origem das aranhas remonta a tempos muito longínquos. Essas aranhas primitivas pertencem à ordem dos araneídeos (que atualmente são conhecidas aproximadamente 35.000 espécies), uma das 11 ordens da classe dos aracnídeos, cujos fósseis hoje existentes são os mais antigos, posteriores aos dos escorpiões. O primeiro vestígio que se conhece de uma aranha é de certa tarântula que viveu há pouco menos de 400 milhões de anos (Devoniano). O maior fóssil encontrado, datado provavelmente de cerca de 300 milhões de anos, pertence a uma tarântula do gênero Megarachne, cujo corpo tinha cerca de 35 cm de comprimento, ou seja, aproximadamente seis vezes o da anual tarântula mexicana.
Hoje, diversos estudos paleontológicos procuram determinar em que época as aranhas colonizaram todos os ambientes. O abdome dos aracnídeos, por ser recoberto apenas por um tegumento macio e extensível, tem escassa possibilidade de conservação. Por isso, os cientistas intensificaram a busca de restos fossilizados das fieiras, que são apêndices situados na extremidade do abdome, dos quais brota o fio que as aranhas produzem para tecer as suas teias.
No final do Carbonífero (há 280 milhões de anos) existiam poucas espécies de aranhas, mas a sua área de distribuição era muito vasta. Elas tinham formas bastante diferentes das atuais e hoje apenas um grupo, o dos lifistioformes, mantém um conjunto de características arcaicas.
Poucos são os vestígios que remontam ao Secundário, mas do Terciário (há cerca de 30 milhões de anos) há numerosos testemunhos fósseis. Na Europa e na América têm sido encontrados restos de exemplares muito diferenciados, quer fossilizados, quer perfeitamente conservados no âmbar do Báltico. Tais espécies são muito semelhantes às que existem nos dias de hoje.

 

 

 

 

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