Da Folhapress
A Polícia Federal prendeu hoje uma quadrilha com 53 pessoas acusadas de
organizar um grande esquema de fraudes pela internet. Os criminosos enviavam
e-mails falsos para obter dados financeiros dos internautas e depois
desviavam esse dinheiro para outras contas.
As prisões fazem parte da operação Cavalo de Tróia 2, que começou na manhã de
hoje e teve apoio financeiro da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). Os
presos estão sendo ouvidos nas superintendências de Belém (PA), São Luís (MA),
Palmas (TO) e Fortaleza (CE).
De acordo com a polícia, 18 pessoas presas já haviam sido detidas na primeira
operação Cavalo de Tróia.
Elas foram liberadas após as investigações e voltaram a cometer crimes pela rede
mundial de computadores.
A operação reuniu 160 policiais no Estado do Pará, vindos de Minas Gerais e Rio
de Janeiro. Foram apreendidos carros e computadores.
Modus operandi
Para cometer os golpes, os criminosos utilizaram a técnica de "phishing scam".
Essa técnica consiste em criar sites falsos idênticos aos de bancos e outras
instituições financeiras e mandar e-mails para os internautas, pedindo para que
eles confirmem seus dados, como número da conta corrente e senha.
Uma vez nas páginas falsas, os usuários digitam as informações, que são retidas
pelos hackers e usadas para desviar dinheiro e cometer outros crimes.
Os criminosos ainda instalavam cavalos de tróia nos computadores das vítimas.
Esses programas registravam senhas dos internautas e depois enviavam os dados
dos correntistas para os hackers.
De posse desses dados, os criminosos faziam saques e transferências para contas
de laranjas que emprestavam seus cartões e senhas mediante pagamento de R$ 100 a
R$ 500. O dinheiro era depois sacado.
Uma nova modalidade de fraude, com a utilização de boletos de cobrança
fraudulentos, também era usada pela quadrilha. Os boletos, utilizados para a
lavagem do dinheiro obtido com os crimes pela internet, eram emitidos em nome de
um beneficiário que era o próprio dono de empresa emitente e estava diretamente
envolvido com os criminosos. Dessa forma, o dinheiro era legalizado.