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27-04-2004 - Prefeitos, contas rejeitadas

 
 

TCM rejeita as contas de 40 prefeitos
acusados de desvio de dinheiro dos cofres públicos e/ou por falta de documentos que comprovassem os gastos. Os técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios encontraram irregularidades e decidiram pela rejeição das contas de pelo menos 40 prefeituras do sul e extremo sul da Bahia.
      Eles descobriram que diversos pagamentos teriam sido feitos a empresas com endereços inexistentes, medicamentos e produtos de limpeza nunca chegaram aos postos médicos, nem a merenda das escolas. E ainda detectaram superfaturamento na contratação de serviços e na realização de obras.
      De acordo com o relatório do TCM, as irregularidades mais graves foram detectadas nas prefeituras de Itajuípe, Ibicaraí, Itapitanga, Pau Brasil, São José da Vitória, Canaveiras, Mucuri, Porto Seguro, Eunápolis e Lomanto Júnior.
      Mucuri é destacado pelos 102 casos de empenhos e licitações irregulares, mais 108 pagamentos suspeitos ou ilegais. Foram encontrados ainda 66 contratos fraudulentos, entre outras irregularidades.
      Itajuípe/Canavieiras
      Nas contas da prefeitura de Canavieiras (referentes somente ao período que o prefeito Boaventura Cavalcante esteve no cargo, pois foi afastado e retornou por decisão judicial), os técnicos encontraram 144 liquidações irregulares, 37 processos com ausência de licitação e diversos pagamentos suspeitos.
      Também foram verificados casos de pagamento feito sem apresentação de notas de empenho, ausência de recolhimento ao INSS e FGTS, convênios irregulares e a emissão de 20 cheques sem fundos, entre outros.
      Em Itajuípe, o prefeito Paulo Martinho teve as contas referentes a 2002 rejeitadas porque não conseguiu comprovar repasses à Liga Itajuipense de Deportes Terrestres, à Associação de Fanfarras e Bandas da Bahia e à Sociedade Beneficente de Itajuípe.
      Martinho ainda foi condenado por desvio de recursos do Fundef e terá que devolver cerca de R$ 30 mil aos cofres públicos.
      Os prefeitos de São José da Vitória, Itapitanga, Pau Brasil, Porto Seguro, Eunápolis, Ibicaraí e Lomanto Júnior (Barro Preto) tiveram as contas rejeitadas porque emitiram centenas de cheques sem fundos, simularam compras de produtos para a merenda escolar, emitiram notas fiscais clonadas, fizeram pagamentos para empresas fantasmas e privilegiaram empresas de parentes, entre outras irregularidades.
      Em outros 30 municípios no sul e extremo sul as irregularidades foram parecidas.

 

Fonte: Tcm x A Região

Os assuntos assinados são de responsabilidade dos  autores.

 

 

 

 

 

 

   

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