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25/08/2005 - Micro e Pequenas Empresas - Ampliação do Simples passa na Câmara

                                                               
 

 

 

Laura Ignacio/Agências

 

 

A Câmara dos Deputados aprovou ontem dois destaques à Medida Provisória n° 252, a chamada MP do Bem, que não contavam com o apoio do governo e devem reduzir a receita tributária. Um deles dobra os limites de receita bruta que determinam se uma empresa pode ser enquadrada no Simples. O outro destaque restabelece o regime de incidência cumulativa do PIS/Cofins para o setor elétrico, com alíquota mais baixa. A votação das emendas, que não é definitiva, deve continuar hoje.

O limite de receita anual para microempresas passou de R$ 120 mil para R$ 240 mil e para as empresas de pequeno porte passou de R$ 1,2 milhão para R$ 2,4 milhões anuais. Segundo cálculos da liderança do governo na Câmara, essa elevação implicará numa renúncia fiscal de R$ 1,74 bilhão por ano.

O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que se o aumento dos limites for aprovado pelo Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar. Segundo Chinaglia, foi rompido o acordo que previa a discussão do aumento dos limites na votação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

A correção dos limites do Simples foi um dos pedidos da Frente Brasileira que derrubou a MP 232 ao deputado Custódio Mattos (PSDB-MG), relator do substitutivo da MP. "A aprovação é positiva porque atende ao que a Frente havia pedido que fosse incluído no relatório de Mattos", disse o presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS) e um dos líderes da Frente, Luigi Nese. "Espero que o Senado também aprove", completou.

No início da votação, o PT, o PCdoB e o PTB – da base do governo – recomendaram a rejeição do destaque apresentado pelo deputado Antonio Cambraia (PSDB-CE). Mas quando ficou claro que a proposta seria aprovada, mudaram o voto.

Diante da perspectiva de derrota do governo nas demais alterações propostas na Câmara, entre as quais três que acarretariam reduções de mais de R$ 4 bilhões na receita da União, o presidente da sessão, deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), suspendeu as votações. Para o relator da MP do Bem, faltou articulação do governo. "O problema é de operação política. A aprovação deste destaque era totalmente evitável", disse Mattos.

O outro destaque, pedido do Bloco PL/PSL, devolve o setor de energia elétrica para o regime cumulativo de incidência do PIS/Cofins. Com isso, a alíquota das contribuições que incidem nas tarifas de energia elétrica cai de 9,25% para 3,65%, o que poderá reduzir as tarifas ao consumidor em 2%.

Outros destaques controversos que ainda devem ser apreciados são a extensão dos benefícios fiscais concedidos à Zona Franca de Manaus, à área de livre comércio dos Estados do Amapá, Roraima e Rondônia e a compensação das perdas nos repasses dos fundos de Estados e municípios, provocada pelas reduções de alíquotas e isenções de Imposto de Renda e Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) concedidas às empresas.

 

 

 

Fonte:  Sitepopular

 

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