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BRASÍLIA - O delegado da Polícia Federal
Sérgio Menezes disse que depois dos depoimentos desta segunda-feira já
existem indícios de cobrança de propina envolvendo o presidente da Câmara,
Severino Cavalcanti. Segundo ele, o caso deve ser encaminhado ao Supremo
Tribunal Federal até o fim do mês porque Severino tem direito a foro
privilegiado.
Os três garçons do restaurante Fiorella, do empresário Sebastião Buani,
afirmaram em depoimento na PF, que entregaram seis pacotes com dinheiro na
primeira secretaria da Câmara durante o período em que Severino ocupou o
cargo. O atual presidente da Câmara é acusado de cobrar propina para
renovar o contrato do restaurante
De acordo com um dos garçons, Hélio Antonio da Silva, a filha do
empresário e diretora financeira do restaurante, Gisele Buani, escolhia um
garçom para entregar os envelopes e fazia sempre recomendações.
- Dona Gisele, diretora financeira, nos entregava um pacote, avisando:
'Contém dinheiro. Entregue lá na secretaria'. A gente chegava lá,
procurava a pessoa e entregava o pacote - lembra.
Outro garçom, José Ribamar da Silva, confirmou a história:
- Eu levei um pacote contendo dinheiro para a secretária do Severino
Cavalcanti - contou.
Rosenildo Soares disse que entregava o pacote para a secretária de
Severino:
- Era uma loura, o nome eu não lembro. Dizem que era secretária de
Severino Cavalcanti. Se era secretária, lógico que era dele, Severino -
disse o garçom.
Já a ex-gerente do banco que Buani tem conta, Jane Albuquerque, disse na
PF que não se lembra do saque de R$ 40 mil feito pelo empresário. Este é o
valor que Buani contou ter pago inicialmente de propina a Severino. A
ex-gerente ressaltou que sempre tomou todas as providências necessárias
para saques de valores altos. Mas afirmou que não se lembra da
justificativa dada pelo empresário para fazer o saque.
- Estou afastada do banco há dois anos, não tenho como me lembrar - disse.
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