mail

 

 
 
 
 
 

 
 

.................................................................................................

15-03-2004 - Sergio Naya

Sérgio Naya é preso tentando deixar o Brasil

Carla Rocha - O Globo
Globo Online
Bom Dia Brasil

RIO - O empresário e ex-deputado Sérgio Naya foi preso por agentes da Polícia Federal na madrugada desta segunda-feira no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Naya, que está proibido de deixar o país, desembarcou de um vôo doméstico e tentava ir para Montevidéu, no Uruguai. A 34ª Vara Criminal havia expedido um mandado de prisão contra o empresário, aceitando pedido do promotor Rodrigo Terra.

Terra descobriu que Sérgio Naya liberou dois terrenos numa área nobre de Brasília, que estavam bloqueados pela Justiça para o pagamento de indenizações das vítimas do Palace II, vendeu um deles para um antigo sócio e ainda descontou uma dívida de IPTU que não existia.

O esquema, descoberto quando o promotor tentava anular vendas irregulares de bens de Naya que estavam indisponíveis, será denunciado ao Ministério Público de Brasília. O promotor quer saber onde foi parar o dinheiro descontado do valor total dos imóveis - avaliados em R$ 2,6 milhões - que seria usado para pagar débitos de imposto territorial.

Sérgio Naya é dono da Sersan, construtora do edifício Palace II, que desabou em 1998 matando oito pessoas. Um novo escândalo envolvendo o caso Palace II começou a ser noticiado pelo jornal "O Globo" no início de fevereiro. O jornal revelou que a associação das vítimas do desabamento havia denunciado uma série de irregularidades na condução do processo judicial de indenizações.

De acordo com a denúncia, imóveis de Sérgio Naya, que estavam bloqueados para garantir o pagamento das indenizações, vinham sendo liberados pelo juiz Alexander Macedo, então na 4ª Vara Empresarial. O juiz é acusado de ter autorizado a venda de bens sem consultar o Ministério Público.

O Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça investiga o caso. O juiz alega que apenas três imóveis de Naya teriam sido liberados para que fossem vendidos e o dinheiro, destinado às vítimas. O MP informa ter opinado apenas sobre uma venda.

 
Fonte: Globo.cm

Os assuntos assinados são de responsabilidade dos  autores.

     

 

 

 

 

 

 

Leia mais +

Copyright © 2003 -  Sitepopular.com.br Ltda