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06-04-2004 - ACM cobra ação do governo para conter invasões do MST
 
 
ACM cobra ação do governo para conter invasões do MST
Senador critica falta de iniciativa governamental e condena privilégio do PT na liberação de verbas federais
 

ACM condenou a invasão da fazenda da empresa Veracel, em Porto Seguro, pelo MST

BRASÍLIA - O senador Antonio Carlos Magalhães criticou ontem, no plenário do Senado, o privilégio dado pelo governo aos estados e municípios administrados pelo PT, na liberação de verbas orçamentárias da União. Ele criticou também a falta de iniciativa do governo diante de problemas que, segundo ele, são graves, prejudiciais ao país e não podem continuar.

Ele citou o agravamento das invasões de terras por parte do MST e afirmou que "isso tem que acabar", acrescentando que "tem que acabar se o presidente Lula quiser governar". ACM lamentou que, de uma equipe de 36 ministros, somente cinco tenham competência. "Governar é uma experiência que se adquire no trabalho diário do governo e quem não tem vai ter três ou quatro pessoas nos seus ouvidos infernizando mais ainda o seu desconhecimento".

O senador baiano disse que falava com a autoridade de quem tem ajudado "demais" o governo, contrariando, muitas vezes, o seu partido, por entender que o Brasil está acima dos partidos. Mas insistiu que é preciso mudar. "Nós queremos ajudar o presidente Lula, sabendo que ele também quer ajudar o Brasil", afirmou lamentando que, "com a equipe que ele tem, o país não vai para a frente".

Antonio Carlos Magalhães destacou as matérias publicadas pela imprensa no domingo, segundo as quais o PT foi privilegiado na distribuição de verbas federais no ano passado. Oito capitais administradas pelo partido receberam 58,1% das transferências da União em 2003, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

"A Bahia, segundo informações divulgadas pela imprensa, recebeu, em 2003, 30% menos que em 2002. Acho que isso é uma prova de ingratidão com a Bahia, onde o presidente teve uma votação expressiva. E o estado também é responsável pela aprovação dos projetos de maior importância do governo federal", cobrou o senador.

Ele citou a capital de São Paulo como a cidade que tem recebido o maior volume de recursos. "Dona Marta Suplicy (PT-SP) ainda tem empréstimo aqui no Senado para ser votado", completou, frisando que essa situação não pode continuar. Ele também chamou a atenção do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, para liberação dos recursos.

"O ministro deve fazer isso com mais eqüidade", afirmou, ressaltando que admira Palocci e que o ministro foi consagrado no Senado durante sua última visita, na semana passada, para prestar depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos.

O senador Antonio Carlos Magalhães cobrou ainda uma ação mais rápida do governo em relação às ocupações de terra por parte do MST, citando caso da Bahia, onde um terreno da empresa Veracel foi invadido, 1.300 pés de eucalipto derrubados e 1.800 sem-terra tomaram conta, "infernizando, avemelhando" o local, como no discurso do líder João Pedro Stédile.

Indignado, o senador baiano disse que isso não pode continuar. "É preciso haver reações, a Justiça tem que ser mais rápida na reintegração de posse e em acionar o aparato policial", enfatizou.

 

 

Fonte:  Correio da Bahia

Os assuntos assinados são de responsabilidade dos  autores.

   

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