MST NO LIMITE DE DESESTABILIZAR
SAFRA AGRÍCOLA
Governo Lula desafiado a ceder ou precipitar crise na economia
Acendeu o sinal vermelho no Palácio do
Planalto: o sistema de informações do Governo já sabe – e
o Presidente Lula está avisado – de que a ofensiva do
“abril vermelho” do MST está no limite de desestabilizar a
produção nacional agropecuária, comprometendo a principal
fonte geradora de divisas com exportações do País.
Motivo: o Incra já não está encontrando terras
improdutivas – acabaram-se os tão falados latifúndios
especulativos – e as alternativas são o sertão (sem
condições agrícolas) e a Amazônia (vedadas por razões
ecológicas). A saída – que o MST defende – é a
desapropriação de terras produtivas, como já aconteceu com
as fazendas de eucalipto para produção de celulose no sul
da Bahia e em canaviais de São Paulo, que o MST considera
“plantações industriais” e em relação às quais o MST
considera que os assentamentos tem prioridade.
Na qualidade de representante pessoal de Stédile no
Governo, o ministro Miguel Rossetto está enfrentando um
teste de fidelidade: servirá ao MST, como tem feito até
agora, ou atenderá às preocupações do Governo para dar
outros rumos à Reforma Agrária?
Com a redução das exportações de grãos e carne – que
podem entrar em colapso – a economia sairá da estagnação
atual para o naufrágio.