SÃO PAULO, 12 de março (Reuters) - O PT divulgou nota
neste sábado negando suposta contribuição financeira que teria sido feita
pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia) à campanha de
alguns candidatos do partido nas eleições de 2002, de acordo com
reportagem de uma revista publicada neste fim de semana.
"O Partido dos Trabalhadores não tem e jamais teve
relações financeiras com as Farc", afirmou na nota o presidente do PT,
José Genoino.
"Tampouco apóia, no país vizinho, qualquer saída para a
longa situação de beligerância vivida pelos colombianos que não esteja
baseada em um acordo democrático, pacífico e constitucional", disse.
Reportagem publicada na mais recente edição da revista
Veja diz que documentos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência),
datados de 2002, informam que enviados das Farc que participaram de uma
festa perto de Brasília teriam dito que a organização contribuiria com 5
milhões de dólares para a campanha de alguns candidatos petistas na
eleição daquele ano.
O dinheiro entraria no país em transferências para
cerca de 300 empresários simpatizantes do PT, que depois o repassariam ao
partido em doações de campanha. A revista diz, no entanto, não ter
encontrado indícios de que o dinheiro efetivamente saiu das Farc e chegou
ao PT.