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O PT quer
que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem a denúncia
de que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) direcionou recursos da
estatal Nossa Caixa para favorecer jornais, revistas e programas de
rádio e televisão mantidos ou indicados por deputados da base
governista na Assembléia Legislativa de São Paulo. Segundo
reportagem publicada no fim de semana pelo jornal Folha de
S.Paulo, o Palácio dos Bandeirantes interferiu para beneficiar
com anúncios e patrocínios os deputados estaduais Wagner Salustiano
(PSDB), Geraldo ``Bispo Gê`` Tenuta (PTB), Afanázio Jazadji (PFL),
Vaz de Lima (PSDB) e Edson Ferrarini (PTB). Todos compõem a base de
sustentação ao governo Alckmin em São Paulo.
O líder do
PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), defendeu a
investigação do caso. "Não vamos fazer como o PSDB e o PFL que
partem sempre do pressuposto da culpabilidade em relação ao nosso
governo. A denúncia é grave mas é importante que seja investigada
pelo Ministério Público e Polícia Federal", disse ele, em entrevista
ao Jornal do Brasil.
Ainda
segundo a Folha de S.Paulo, a cúpula do Palácio dos
Bandeirantes pressionou o banco oficial para patrocinar eventos da
Rede Vida e da Rede Aleluia de Rádio. Autorizou a veiculação de
anúncios mensais na revista ``Primeira Leitura``, publicação criada
por Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações no
governo Fernando Henrique Cardoso.
Para o
deputado Luciano Zica (PT-SP), "é estranho que tão pouca coisa
apareça das várias irregularidades ocorridas nos 12 anos de governo
do PSDB em São Paulo". "Temos propostas de instalação de quase 50
CPIs. Ele (Geraldo Alckmin) tem uma maioria folgada na
Assembléia Legislativa, que pode ser construída com esse tipo de
relação. É contraditório a imprensa dar uma dimensão tão grande ao
que acontece no nosso governo, e fatos como esse do governo tucano
demorarem a aparecer", afirmou.
Agência Informes (www.informes.org.br) |