24/10/2003

                                  

         

24/10/2003

Prefeito admite compra de Viagra


 

     
   
     

           

24/10/2003

Saúde
Prefeito admite compra de Viagra

 
   Divulgação
  eutimio. mu
 
EUTÍMIO NUNES PEREIRA (PFL)
 

MP vai apurar utilização do dinheiro público também na aquisição de anticoncepcional, em Palmas de Monte Alto

Juscelino Souza

PALMAS DE MONTE ALTO (DA SUCURSAL SUDOESTE) –
O Ministério Público vai apurar a compra de contraceptivos e Viagra, este último, medicamento para combate à disfunção erétil, com dinheiro público, em Palmas de Monte Alto, município a 839 km de Salvador. O prefeito Eutímio Nunes Pereira (PFL) diz que pode ter sido “vítima de má-fé de adversários”, mas reconhece que errou ao autorizar a compra desses remédios.

Segundo ele, “nas cidades pequenas é comum o prefeito doar a medicação a pessoas carentes quando não há o produto na farmácia básica. Às vezes acontece de eu estar na rua e alguém me pedir para autorizar um medicamento e eu autorizo. Se houve erro, é do médico, porque tem receita que a gente não consegue saber o que está escrito”, disse. Garantindo que vai solicitar todas as receitas autorizadas em dezembro de 2002, quando os medicamentos foram distribuídos, para apurar e fazer a sindicância. “Eu não agi de má-fé, mas errei ao deixar de olhar a receita direito”.

A fatura do ano passado foi quitada em janeiro deste ano, totalizando mais de R$ 9 mil, mas os custos das três caixas de Viagra e dos contraceptivos Micronor 35 e Neovlar 21 CPR não chegam a R$ 200,00, de acordo com a nota fiscal nº 000.265/68. “Não tem como eu negar, porque a nota está aí para provar que realmente os remédios foram vendidos”, confirmou Manoel Alves Lopes, dono da Netofarma, empresa que recebeu as receitas.

Empenho – A despesa foi quitada em 10 de janeiro, conforme nota de empenho nº 59 e processo de pagamento nº 130, por meio do cheque nº 405.077, da agência do Banco do Brasil de Guanambi. “O prefeito deve responder civil e criminalmente pelo uso do dinheiro público de forma indevida”, disse o ex-prefeito Fernando Laranjeiras (PP), autor das denúncias. “Vamos acionar o Ministério Público e cobrar providências”, disse.

O caso mudou a rotina do município de pouco mais de 20 mil habitantes. As opiniões são diversas e, por causa da disputa política, é comum defesas “apaixonadas” dos envolvidos nas denúncias.

“Isso não passa de armação para prejudicar o prefeito, que é uma pessoa boa”, defende o lavrador José Ribeiro Santos, 39 anos. Outro lavrador, Eduardo Filho, 27 anos, opina que “o prefeito sabia que as receitas eram para comprar os medicamentos proibidos pela lei”.
 

 

 
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 Fonte: Sitepopular