(Redação Uai)

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o prefeito de Alfenas,
no Sul de Minas, José Wurtemberg Manso (PDT), a chefe de
gabinete da prefeitura, Wanderlara Becker Munhoz Fernandes
Manso, e oito vereadores do município por improbidade
administrativa.
Os vereadores José Augusto Godoy Neto, Waldir da Silva Lapa,
Joel Vieira, Paulo Afonso Becker (ex-presidente da Câmara),
Roberto Marcolino, João Batista Cezário, João Batista Silva,
João Gonçalves Fernandes e Paulo Agenor Madeira, estão afastados
dos cargos. A pena prevista é de oito anos de reclusão e multa,
a ser determinada pela Justiça.
O inquérito, encaminhado esta quarta-feira à Justiça, foi
instaurado após divulgação de gravações que mostram o prefeito
distribuindo dinheiro a vereadores e supostamente negociando a
aprovação de projetos de interesse do Executivo.
No relatório da Polícia Civil, o empresário José Augusto Godoy
Neto, indiciado por corrupção ativa, é apontado como provável
dono do dinheiro distribuído aos vereadores. Com exceção de
Godoy Neto, os demais indiciados já foram denunciados (acusados
formalmente) no mesmo caso pelo Ministério Público por
improbidade administrativa.