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18-04-2004  Corrupção

 
Prefeito de Alfenas e oito vereadores são indiciados por corrupção em Minas Gerais
 
(Redação Uai)


A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o prefeito de Alfenas, no Sul de Minas, José Wurtemberg Manso (PDT), a chefe de gabinete da prefeitura, Wanderlara Becker Munhoz Fernandes Manso, e oito vereadores do município por improbidade administrativa.

Os vereadores José Augusto Godoy Neto, Waldir da Silva Lapa, Joel Vieira, Paulo Afonso Becker (ex-presidente da Câmara), Roberto Marcolino, João Batista Cezário, João Batista Silva, João Gonçalves Fernandes e Paulo Agenor Madeira, estão afastados dos cargos. A pena prevista é de oito anos de reclusão e multa, a ser determinada pela Justiça.

O inquérito, encaminhado esta quarta-feira à Justiça, foi instaurado após divulgação de gravações que mostram o prefeito distribuindo dinheiro a vereadores e supostamente negociando a aprovação de projetos de interesse do Executivo.

No relatório da Polícia Civil, o empresário José Augusto Godoy Neto, indiciado por corrupção ativa, é apontado como provável dono do dinheiro distribuído aos vereadores. Com exceção de Godoy Neto, os demais indiciados já foram denunciados (acusados formalmente) no mesmo caso pelo Ministério Público por improbidade administrativa.
 

    Prefeito de Alfenas distribui jabá a vereadores

A suspeita de corrupção por parte do prefeito de Alfenas (Sul de Minas), José Wurtemberg Manso (PDT), e sete vereadores da cidade, começou a respingar em parlamentares estaduais e federais. Nos bastidores da Assembléia, a informação era que o deputado estadual Carlos Pimenta (PDT) teve seu nome citado e associado a uma quantia de dinheiro na mesma fita de vídeo em que o prefeito aparece entregando dinheiro aos vereadores que se comprometem a aprovar projetos de interesse do Executivo municipal. Nessa quinta-feira, José Wurtemberg Manso se defendeu das acusações, afirmando que o dinheiro que foi repassado por ele aos vereadores era de deputados, inclusive de Carlos Pimenta, e tinha como finalidade pagar gastos da campanha de 2002. Ele afirmou ainda que a acusação de que ele estaria comprando votos dos legisladores municipais "é leviana, maldosa e partiu de adversários políticos". Entretanto a versão de Manso foi desmentida por Pimenta, para quem o prefeito está apenas tentando encontrar uma explicação para um ato ilícito. "Na fita está claro que aquilo foi um ato de corrupção. Eu não tenho nenhuma ligação com aquele dinheiro. Eu nunca dei nenhum centavo para o prefeito e os vereadores", garantiu. Carlos Pimenta, que afirmou ter visto a fita de vídeo, reconheceu porém que o seu nome foi citado por um dos vereadores. Ele alegou que a gravação mostra uma conversa informal entre o prefeito e os vereadores sobre política e o seu nome foi dito, como também foram citados outros deputados e até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Era uma conversa sobre as eleições e candidatos. Um vereador, que eu nem sei qual deles, falou o meu nome", explicou.

 
Fonte: Uai             FotoTV: Sitepopular 

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