Durante
carreata logo após a 1ª denúncia do escândalo Ubaldino pelo
Fantástico, Gilberto Abade sentenciou que o vice-prefeito Bira não
tinha moral para assumir a prefeitura.
Circula na Internet uma denúncia datada de 30/03/04, assinada
por Hariel Gurgel (harielgurgel@hotmail.com), que envolve o
prefeito Bira, seu Secretário Municipal de Projetos Especiais,
Geraldo Abbehusen; a empresa Afinco, de Paulo Soledade; Fábio
Sampaio (que seria o dono da panificadora que ganhava as
concorrências para fornecer o pãozinho de Ubaldino e atual
presidente da Comissão de Licitação da prefeitura de Porto Seguro,
indicado por Abbehusen); a funcionária Márcia, que teria
continuado no controle dos documentos da Comissão de Licitação
apesar de estar sendo investigada, assim como Fábio Sampaio;
De acordo com a denúncia, o descontrole da corrupção teria sido
o motivo que levou Ubaldino a demitir Abbehusen, que ao ser
readmitido pelo administração Bira, teria montado o mesmo esquema
de Ubaldino, envolvendo pessoas ligadas ao governo do estado e,
para o carnaval, teria proporcionando a vitória da concorrência à
empresa pertencente ao empresário do meio artístico Chicão de
Feira de Santana/BA, que nem esteve em Porto Seguro na abertura da
licitação, nem no Carnaval, e sim uma outra empresa, a AXÉ E CIA,
de propriedade de Robério, de Eunápolis.
Outra denúncia grave envolvendo a administração de Bira, é a
contratação da mesma empresa pivô do escândalo do desvio da
merenda escolar para continuar fornecendo para a prefeitura.
Considerando a inúmeras tentativas que nossa reportagem já fez
em para obter informações da prefeitura e especialmente do
secretário Abbehusen em relação ao carnaval (até hoje a prefeitura
não discriminou com que gastou os R$ 900 mil ou R$ 1 milhão que
Bira disse verbalmente ter investido no projeto coordenado por
Abbehusen), nossa reportagem não procurou a administração em busca
de confirmação das denúncias, mas o espaço do Mural Net está
totalmente aberto para que a administração se manifeste a respeito
do assunto.
P pré-candidato a prefeito pelo PSB, Gilberto Abade, que também
é pessoa muito difícil de ser encontrada, foi procurado várias
vezes por nossa reportagem para confirmar as graves denúncias que
também fez contra Bira, mas não foi encontrado nem em seu hotel,
nem no celular, nem em seu escritório de campanha.
Explicando melhor suas denúncias, através de seu e-mail, Hariel
Gurgel afirma que, para montar o esquema de roubalheira na
Prefeitura de Porto Seguro, o ex-prefeito Ubaldino procurou os
serviços da empresa AFINCO, cujo proprietário se chama Paulo
Soledade . “Com as escusas intenções de desviar recursos para sua
conta particular o Sr. Soledade nomeou para o cargo de Secretário
da Controladoria do Município de Porto Seguro o Sr. Geraldo
Abbehusen, este por sua vez montou um esquema de desvio de
dinheiro na licitação do Município juntamente com o Sr. Fábio
Sampaio e a Sra. Márcia (atualmente ambos estão sendo
investigados)”, diz o e-mail, salientando que Fábio, o Fabinho, é
proprietário da padaria que fornecia as notas fiscais dos
pãezinhos do escândalo e Márcia era membro da Comissão de
Licitações do Município. “O esquema de desvio de dinheiro estava
tão estratosférico, que o ex-prefeito, ao descobrir que não estava
percebendo os lucros totais das operações fraudulentas, e que o
Sr. Geraldo Abbehusen acumulava uma grande fortuna, junto com o
Sr. Fábio Sampaio e a Sra. Márcia (...), resolveu demitir o Sr.
Geraldo Abbehusen”.
O e-mail refere-se à empresa AFINCO como um verdadeiro câncer
da corrupção política baiana, “pois ela é responsável pelo roubo
legalizado dos prefeitos para quem trabalha, através de um esquema
de maquiagem junto ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado
da Bahia”. O e-mail diz ainda que, “neste ano de 2004, o Sr.
Abbehusen e sua gangue, deram início aos seus trabalhos roubando
na licitação do Carnaval de Porto Seguro, criando verdadeiras
muralhas intransponíveis à outras empresas e proporcionando a
vitória à empresa pertencente ao empresário do meio artístico
Chicão de Feira de Santana/BA. O mistério ganha maiores proporções
quando se constatou que até um dia depois do prazo de abertura da
licitação não havia aparecido ninguém, e que a empresa do Chicão
não esteve em Porto Seguro, nem na abertura da licitação, nem no
Carnaval, e sim uma outra empresa, a AXÉ E CIA, de propriedade do
Sr. Robério, de Eunápolis, que não estava em condições legais para
habilitar-se ao procedimento licitatório”, diz Gurgel no e-mail,
acrescentando que “outro triste fato da gestão do prefeito em
exercício, Sr. Bira, é a contratação da mesma empresa pivô do
escândalo do desvio da merenda escolar no governo do ex-prefeito
Ubaldino Jr. para ser a fornecedora da merenda no
governo Ubiratan Oliveira”.
O caso do aluguel do prédio do extinto Colégio Pituchinha, de
propriedade do próprio prefeito para a prefeitura, que teria
proposto o valor mensal de R$ 15 mil, não está citado no e-mail.
Provavelmente para suavizar a operação imoral, o prefeito teria
usado a vereadora Vitória Alda para fazer um requerimento ser
aprovado na Câmara, embora não houvesse exigência legal para isto.
Sem citar o valor do aluguel, o requerimento foi aprovado por
vereadores da situação, sob alegação de que o prédio é o único
disponível para atender às necessidades emergenciais da Secretaria
Municipal da Educação, porém sem levar em consideração que a
conclusão de obras como a da antiga Secretaria da Educação,
próxima ao Estádio Municipal, provavelmente custaria pouco mais
que o valor de 1 mês de aluguel e atenderia as mesmas necessidades
no mesmo prazo.