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11/11/2004 -
Nada ainda comprovado contra
Robério |
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O Caso Dapé X Robério |
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As eleições para prefeito e vereadores em Eunápolis que, até onde se sabe,
aconteceu dentro dos princípios democráticos, salvo interpretações pessoais
de candidatos derrotados, como
aconteceu em todo País. Mas aqui a festa dos
vencedores acabou sendo empanada pelo inconformismo do ex-prefeito
Paulo Ernesto Ribeiro da Silva (Dapé), que logo após as eleições impetrou
uma ação contra o prefeito eleito, Robério Oliveira, seu adversário nas
urnas, alegando que este teria comprado votos, cometendo assim abuso de
poder econômico. Aliás, isso foi uma prática utilizada à exaustão após
as eleições, por dezenas de candidatos derrotados e endividados até o
pescoço, num pleito onde o dinheiro foi escasso para todo mundo. O que ele
não previa é que, no decorrer do processo, fosse desmentido pelas suas
próprias testemunhas.
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PARA ENTENDER O CASO.
Com a ação impetrada na Justiça Eleitoral, os correligionários do queixoso
passaram a veicular toda a sorte de boatos, na tentativa de angariar o apoio da
opinião pública. O processo seguiu se trâmite natural, com o Juiz ouvindo as
testemunhas. Durante o cumprimento dessa etapa, o caso tomou rumos inesperados,
sofrendo uma verdadeira reviravolta, segundo consta nos autos e declarou a esta
reportagem a banca de advogados que representa Robério, o ex-prefeito Paulo Dapé
arrolou como testemunhas pessoas que trabalham diretamente para ele e que
participam de sua campanha. Para agravar a situação, nomeou como testemunha
a Sra. Iracema, sua tesoureira na época em que ocupava o cargo de prefeito e
que, comprovadamente, reside no exterior há mais de três anos, não havendo a
menor possibilidade então de que a mesma tenha participado do processo
eleitoral. Outra testemunha, o Sr Carlos de Jesus, confessou diante do juiz que
recebeu dinheiro de Paulo Dapé para prestar falso testemunho contra o prefeito
eleito, Robério Oliveira, inventando que ele lhe teria dado dinheiro no dia da
eleição. Além de Carlos de Jesus, outras testemunhas ouvidas pelo Juiz entraram
em contradição, alegando que trabalhava para o vereador eleito Sessé, e que
foram orientados pelo candidato derrotado, Paulo Dapé. São eles: Maxoel,
Ivana Quirino, Sérgio, Fabrício, Willian, Josiel e outros. Nos próximos dias a
Justiça Eleitoral deverá se pronunciar oficialmente sobre a denúncia encaminhada
pela "Coligação Eunápolis acima de tudo com Justiça", encabeçada pelo candidato
derrotado Paulo Daé (PFL).
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Conforme os advogados de Robério, após as audiências
realizadas desde 26 de outubro não ficaram dúvidas quanto à falta de
fundamentação das acusações, as contradições e os desmentidos de
testemunhas, evidenciando-se má fé dos denunciantes perante a Justiça. O
que fica claro, a partir dos autos do processo, é que as testemunhas foram
pagas para prestarem depoimentos mentirosos. Dentre estas, pessoas que
fizeram parte da cúpula da campanha ou participaram da administração de
Paulo Dapé. Ainda quando davam entrada nas denúncias, numa ação extrema e
irresponsável, que tentou desmoralizar o judiciário, o grupo perdedor fez
circular um panfleto onde insinuava que o Juiz Eleitoral teria favorecido
ao candidato eleito no processo de apuração, em troca de dinheiro. A AMAB-
Associação dos Magistrados da Bahia, repudiou a ação divulgando uma Moção
de Apoio ao Juiz, reforçada pela Loja Maçônica Obreiros de Eunápolis,
Rotary Clube e outras entidades, enfatizando que "a prática de difamação
ou calúnia feita com o acobertamento do anonimato, além de revelar a
ausência de seriedade das acusações, demonstra desrespeito e pouco caso à
vontade popular expressa nas urnas".
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Fonte: Sitepopular / A Gazeta da Bahia |
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Os assuntos assinados são de responsabilidade dos
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