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Eunápolis, 22 de Junho de 2005.
O
Secretário de Meio Ambiente e Agricultura do município de Eunápolis,
Geraldo Magela Ribeiro, admitiu que alguns pontos da pauta de
reivindicação do núcleo Sebastião Salgado, do acampamento dos Sem Terras,
próximo a
Eunápolis, ainda não foram atendidos por falta de condição legal
do município, já que se trata de um grupo de famílias provenientes de
vários municípios baianos e que não formam exatamente um aglomerado
urbano, mas que estão às margens da BR 101 (Km 608, na entrada da estrada
da Embaúba) reivindicando do Poder Judiciário o documento de imissão de
posse de três áreas de terra na região (as fazendas Macadamia e Serra Azul
e outra em Santa Cruz Cabrália).
Geraldo Magela confirmou que o documento foi entregue em fevereiro
passado, pelo líder do MST na região, Antonio P. de Lima e, da pauta de
reivindicação a prefeitura está encontrando dificuldades em contratar um
médico que possa atendê-los de quinze em quinze dias, bem como,
professores para a escola improvisada no acampamento.
Por
outro lado, garantiu que a merenda escolar é entregue regularmente, no
entanto, o produto “é dividido comunitariamente entre as famílias
acampadas, já que a alimentação é escassa e o grupo não está produzindo
nada”, enquanto aguarda a decisão federal.
O
secretário Geraldo Magela Ribeiro disse ainda que o Município de Eunápolis
tem se mostrado solidário com esta injusta questão da divisão de terras
que gera desigualdades sociais no Brasil há mais de um século, e com a
morosidade da política agrária do Governo Federal, que prometeu resolver
os conflitos de terras do país. Lembrou que recentemente a prefeitura
disponibilizou veículos para buscar cestas básicas doadas para os Sem
Terras em Salvador e está reformando um ônibus para servir de posto móvel
de saúde para o acampamento. Por outro lado, antecipou que em nenhum
momento o núcleo Sebastião Salgado do MST solicitou uma discussão com o
prefeito Robério Oliveira.
Rose Marie Galvão – Assessora de
Imprensa
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