|
São Paulo - O grupo
criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC), que na semana passada
aterrorizou São Paulo, com 339 ataques, fatura cerca de R$ 700 mil
reais por mês. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a projeção de
faturamento do PCC foi feita pela polícia de São Paulo, que
investiga agora formas de desarticular o poder econômico do grupo
criminoso.
Uma das formas de faturamento do grupo é a cobrança de uma quantia
mensal de seus associados, recursos que são utilizados para compra
de armas, drogas e de pagamento de advogados e de subornos a guardas
prisionais.
O grupo mantém igualmente uma espécie de lotaria paralela, que
utiliza os mesmos números da lotaria oficial para premiar os
ganhadores, com a distribuição de um carro.
A polícia de São Paulo está investigando quem são os responsáveis
pela movimentação desses recursos do PCC por meio de contas
bancárias, salienta a reportagem da Folha de São Paulo.
"Em alguns casos, as contas para onde vão as grandes quantias de
dinheiro são de pessoas ligadas aos líderes do grupo", refere o
diário.
"Em outros, de devedores da organização, principalmente os que estão
atrás das grades, que obrigam parentes a emprestar o nome para que a
facção movimente dinheiro, mas já com valores bem menores", ainda
segundo o jornal.
Uma dos principais objetivos da pulverização das contas bancárias do
PCC seria evitar um grande prejuízo ao grupo, caso algum responsável
fosse preso pela polícia.
Investigações policiais indicam a existência de pelo menos seis
tesoureiros da facção criminosa em todo o Estado de São Paulo.
Na semana passada, o PCC promoveu ataques às forças de segurança,
autocarros, prédios públicos e bancos e 82 motins em prisões, o que
resultou na morte de 169 suspeitos, policiais, detidos e civis.
|