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Governo da Itália quer mudar lei da UE
para ajudar Parmalat
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| No Brasil, a empresa
deixou de pagar os seus fornecedores |
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O governo da Itália
aprovou uma emenda à legislação do país para
tentar salvar a multinacional Parmalat da
falência e evitar uma crise na indústria de
laticínios do país.
Em uma reunião
realizada nesta terça-feira, o gabinete
italiano também anunciou que vai pressionar
a União Européia a modificar a legislação
que proíbe o uso de verbas públicas no
auxílio a empresas privadas.
A Itália está pedindo
para a Comissão Européia abrir uma exceção
ao país em relação à lei que impede o
repasse de dinheiro a empresas em crise.
O governo de Silvio
Berlusconi afirmou que a Parmalat, que
emprega cerca de 35 mil pessoas, é muito
importante para a economia italiana.
Ainda nesta terça-feira
o conselho da empresa deve se reunir para
pedir proteção contra pedidos de falência
vindos dos credores.
Rombo
O ex-presidente e
fundador da Parmalat, Calisto Tanzi, está
sendo investigado por fraude depois que a
empresa admitiu um rombo de quase US$ 5
bilhões em suas finanças.
Tanzi renunciou na
semana passada como diretor da companhia.
O caso Parmalat já está
sendo descrito como "Enron da Europa", em
referência à gigante de energia americana
que em 2001 foi alvo de um escândalo em suas
contas, sacudindo o mundo das grandes
corporações.
'Administração
controlada'
A nova equipe de
gerenciamento da empresa já havia anunciado
que tentará fazer com que a companhia
continue funcionando.
De acordo com
informações da imprensa italiana, a empresa
pode propor a "administração controlada"
como forma de evitar pedidos de falência por
parte de seus credores.
Essa é uma alternativa
da lei italiana que daria à empresa um
fôlego de até dois anos para administrar e
equacionar as suas dívidas.
Sob a proteção dessa
lei, os credores não poderiam pedir a
falência da Parmalat, algo que seria
possível dado que a empresa não tem
conseguido honrar compromissos financeiros
desde a semana passada.
A Parmalat declarou que
tinha cerca de 4 bilhões de euros (quase US$
5 bilhões) bloqueados em contas nas Ilhas
Cayman.
No entanto, na semana
passada, veio à tona a informação de que o
Bank of America afirmou que essas contas não
existem.
Há rumores na imprensa
de que o rombo financeiro da empresa pode
ser muito maior e passar dos 7 bilhões de
euros.
A Parmalat do Brasil
sofreu impacto direto da crise: a matriz
internacional deixou de pagar na semana
passada uma parcela da dívida de US$ 400
milhões que tem com credores.
A dívida de refere a
uma recompra da ações feita pela empresa.
Além disso, a
subsidiária brasileira estaria enfrentando
problemas para pagar os seus fornecedores.
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