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Brasilia – O
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato,
disse hoje (18) que a entidade "não servirá de palanque político
partidário", após o encontro que teve, no Palácio do Planalto, com
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Busato, a OAB irá
discutir, no dia 8 de maio, em audiência pública, a possiblidade de
pedir o impeachment do presidente Lula. Hoje (18), o PPS divulgou
nota pública chamando "as forças políticas, os movimentos sociais,
as entidades, instituições e a própria cidadania" para "se mobilizar
em torno desse debate" sobre o impeachment. O pedido de cassação do
presidente da República não pode ser feito por nenhum partido
político e apenas por entidades da sociedade civil.
Busato deu as declarações à imprensa após sair de uma reunião com
Lula, em que entregou ao presidente um convite para o 50° Congresso
da União Internacional dos Advogados, marcado para novembro em
Salvador (BA). O advogado disse que a OAB "agirá dentro da sua
tradição histórica, de fazer política, mas não se atrelar à política
partidária, seja de que lado for. Não seremos palanque eleitoral,
seja para os partidos que apóiam o presidente da República, seja
para os partidos que lhe fazem oposição".
O ministro das Relações Institucionais da Presidência da República,
Tarso Genro, considerou que a discussão sobre o impeachment faz
parte do momento eleitoral. "É um processo de esquentamento do clima
eleitoral, nós do governo temos que receber com naturalidade".
Segundo ele, "nos cabe a afirmação de que não tem nenhuma
racionalidade jurídica, nenhum fundamento ético e político falar
nisso". |