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Por Chris Slocombe LONDRES (Reuters) - Um grupo de pesquisadores alemães desvendou o mistério de como os antigos egípcios mumificavam seus mortos, usando uma sofisticada tecnologia para rastrear um conservante feito a partir de um extrato de cedro. Químicos da Universidade de Tuebingen e do Doerner-Institut, com base em Munique, reproduziram um antigo extrato de madeira de cedro e descobriram que ele continha um conservante químico chamado guaiacol. "A ciência moderna finalmente descobriu o segredo de algumas múmias durarem milhares de anos", disse Ulrich Weser, da Universidade de Tuebinger, à Reuters na quarta-feira. A equipe testou as substâncias químicas encontradas no extrato de cedro em pedaços de carne de porco frescas. Eles descobriram que ele tinha um forte efeito antibacteriano sem danificar o tecido. A descoberta, publicada na revista científica Nature, deve surpreender os egiptólogos que pensavam que o óleo de embalsamar era extraído de uma planta chamada junípero, também conhecida como zimbro. A equipe também fez testes com extratos de junípero, mas descobriu que eles não continham o conservante guaiacol. Weser disse que, apesar das menções feitas pelos antigos ao "suco de cedro", os pesquisadores acreditavam que o junípero fosse a fonte da substância, em razão da similaridade de alguns nomes gregos e porque algumas múmias foram encontradas ao lado de frutos do junípero. A equipe extraiu o óleo de cedro usando um método mencionado em um trabalho de Plínio, o Velho -- enciclopedista romano que escreveu sobre um ungüento para embalsamar chamado "cedrium". Embora não haja descrições contemporâneas sobre como isso era feito, os egiptólogos modernos não deram a devida atenção ao relato de Plínio, pois havia sido escrito séculos depois. A equipe descobriu que o extrato de cedro que eles fizeram continha o guaiacol. "Pudemos demonstrar a precisão dos textos de Plínio com a ciência do século 21", afirmou Weser. Um material para embalsamamento descoberto ao lado da múmia "Saankh-kare", de 2.500 anos, foi essencial para a pesquisa. Assim, os estudiosos puderam fazer uma análise química do material ainda inalterado pelo contato com tecidos humanos.
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| Fonte: Sitepopular |