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Homenagem à mulher
O dia da
mulher
Pedro Cardoso
Quando jovem ensinavam que o
sexo frágil era o feminino. Mas com o passar do
tempo, descobri - e tive a certeza - de que o mais fraco é o masculino,
jamais elas, pois a última palavra nunca foi ou será a nossa. Basta
lembrarmos dos fenômenos da natureza para constatarmos o que estou
dizendo.
Por exemplo: quem não sabe que a abelha-rainha escolhe entre milhões de
zangões, o seu predileto; que é sempre o mais forte, o mais corajoso, o
que
sabe de antemão que vai morrer por uma causa nobre?
As mulheres, nessas últimas décadas estão brigando por uma igualdade sem
propósito. Para elas os homens são todos "galinhas", por isso profetizam
que
a relação estável com um único homem está com os dias contados. Esta
hipótese pode vir a ser, muito em breve, uma grande verdade, mas é
importante lembrar que, se existem homens "galinhas" é porque, em
contrapartida, existem as mulheres "galos", as que querem ter os mesmos
"direitos" dos homens.
Afirmar que o homem é um traidor por excelência é, no mínimo, uma
falácia
contra o gênero, ninguém trai o outro, a não ser a si próprio. A traição
é
algo pessoal e intransferível, na maioria das vezes o "outro" nem fica
sabendo o que aconteceu entre outras paredes. Esses desvios de conduta
sempre existiram de parte a parte. Mas é preciso dizer que o "sim ou o
não"
sempre coube a mulher.
Depois que inventaram o beijo técnico nada mais me assusta. Os artistas
atingiram um grau de aperfeiçoamento de dar inveja a quem já morreu,
todos
são atores exímios, não existe entre eles qualquer problema de ordem
técnica
ou sentimental. Mas eu pergunto: será que o que aconteceu com a atriz
Daniela Peres foi um fato isolado? Ou foi o ator que esqueceu uma parte
do
script? Essa propaganda enganosa precisa ser denunciada ao PROCON, antes
que
caia em domínio público. Esse é mais um crime contra os princípios do
casamento, mas que é mostrado todos os dias nas televisões como algo
singelo
e belo.
Para mim, os relacionamentos amorosos deveriam ser visto por dois
enfoques
diferentes: um antes e outro depois de Vinícius de Moraes, quando ele
disse:
"que seja eterno, enquanto dure..." não foi para que as pessoas se
separassem sem mais nem menos. Os casais estão se despedaçando por
problemas
banais e fúteis, como se nada pudesse ser resolvido com uma boa
conversa.
Hoje o que está prevalecendo é o momento presente é a facilidade de se
experimentar o "novo" todos os dias. Parece que acordamos para uma
outra
realidade - até então obscura - com a publicação de um único verso. É
importante observar que Vinícius nos disse que o amor deve ser eterno.
Só
que "ser eterno" exige renovação e transformação, sem jamais aceitar a
acomodação, que é para mim, um pecado mortal. Se essas premissas não
forem
aceitas, o amor jamais será eterno. A vida compartilhada sempre foi e
será
complicada para quem quer que seja, ninguém sai impune de uma relação
amorosa.
Há tempos atrás a união entre homens e mulheres, exigiam etapas que eram
cumpridas pelos casais. Inicialmente existia o namoro, depois o noivado
e
por fim o casamento. Aquelas etapas permitiam a construção e a
solidificação
das bases familiares. Naquela época diziam os meus avós: "quem muito
muda,
não cria raiz".
Nesse dia tão significativo gostaria de lembrar uma única frase: "na
natureza nada se perde, tudo se transforma... ". Até o amor
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