![]() |
|
|
|
|
|
|||
|
|
|
||
|
|
|
|
![]() |
![]() |
|
|
|
|
|
|
![]() |
|
|
![]() |
.................................................................................................
|
07-03-2004 CGU descobre mar de lama em Mucuri |
![]() |
|
CGU
descobre mar de lama em Mucuri |
|
CPF fantasma,
notas frias: é a gestão Robertinho
em Mucuri, cidade que espantou os fiscais da CGU pela ousadia e profundidade do esquema de roubo de dinheiro público. O cheque nº 996, por exemplo, era nominal à JP Informática Ltda. e destinado ao pagamento da compra e instalação de computadores em uma escola. Como os fiscais não encontraram os equipamentos na escola, procuraram o dono da empresa, que confirmou a venda para a prefeitura. Só que depois, informou, a empresa teve de retirar os computadores porque a prefeitura não pagou. A nota fiscal, contudo, ficou em poder da prefeitura, que a utilizou na contabilidade e emitiu o cheque no valor de R$ 13.619,00, compensado numa agência do Bradesco. A pessoa que recebeu o dinheiro usaou para sacá-lo o CPF 242.745.632-72, que simplesmente é inválido. A prefeitura de Mucuri também mantém um contrato com o Posto Bueno Ltda., superior a R$ 3 milhões, para fornecimento de combustível pelo período de três anos. A frota da prefeitura não teria como consumir tudo isso e o Posto Bueno está a mais de 100km de Mucuri. Em Portugal Entre 2001 e 2003 o município de Mucuri recebeu do Fundef R$ 7,8 milhões e gastou o dinheiro como quis. Os fiscais descobriram que muitos professores não receberam um centavo enquanto pessoas que nada têm a ver com o convênio receberam pagamentos: assessores, procuradores, advogados, o chefe de gabinete, pessoas que não moram nem trabalham em Mucuri, funcionários "fantasmas" e até uma funcionária que mudou-se para Portugal mas continuou na folha do Fundef até janeiro de 2003. Somente em 2002 foram desviados R$ 201 mil da verba do Fundef. Os gastos de recursos públicos com as festas carnavalescas também chamaram a atenção dos fiscais. Em 2001, saiu dos cofres da prefeitura um total de R$ 2,5 milhões. Denúncias da população dão conta de que em 2002 e 2003 os gastos com o Carnaval chegaram a R$ 4 milhões e R$ 6 milhões, respectivamente. Mas essas contas foram ocultadas pela prefeitura à fiscalização, sob a alegação de que as despesas foram feitas com recursos próprios do município, que não estão sujeitos à fiscalização federal. Vários fornecedores do sul da Bahia, incluindo Itabuna, nunca receberam os pagamentos, o que indica que este dinheiro também pode ter sido desviado. Licitação A prefeitura fez tomada de preços de materiais gráficos para as secretarias de Saúde, Administração e Educação, tendo sido vencedora a empresa New Impres Serv. Gráficos Ltda, com uma proposta de R$ 616.260,00. Não há comprovante de publicação do edital, o que se configura desobediência ao princípio da publicidade previsto na Lei 8.666. Os fiscais da CGU constataram ainda que as entregas de gêneros alimentícios para a merenda escolar em Mucuri, conforme a responsável pelo setor, giravam em torno de R$ 30 mil por mês. Entretanto, a concorrência que a Comercial Bia Alimentação venceu tem o valor total de R$ 1.486.100,00 para o abastecimento de dez meses de aula, o que significaria uma despesa mensal de R$ 148.610,00, absurdamente diferente do que foi recebido. |
| Fonte: A Região Foto: Kele |
Os assuntos assinados são de responsabilidade dos autores.
Copyright © 2003 - Sitepopular.com.br Ltda