| 31/05/2006 -
Da redação / D. Braga |
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Eunápolis: Ministério Público
aciona o presidente da Câmara de Vereadores por ato de improbidade |
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O Ministério Público estadual, através
de um dos seus representantes em Eunápolis,
Dinalmari
Mendonça Messias,
Promotor de Justiça, propôs uma ação civil
pública por ato de improbidade administrativa contra
o presidente da Câmara de Vereadores de Eunápolis,
Claudionor Nunes do Nascimento.
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DOS ATOS DE
IMPROBIDADE PRATICADOS
I- O Acionado na
condição de presidente da Câmara de Vereadores de Eunápolis, após o
contribuinte Ubiratan Brito Rosa de Sousa, ter protocolado duas
representações na Promotoria de Eunápolis, passou a obstacular que
o mesmo pudesse ter acesso as contas da Câmara que estavam e ainda
estarão em disponibilidade até o dia 31.05.2006, por força do
preceito constitucional do art. 31, §3º da CF; 95, §2º da Const.
Estadual e 41, §3º da Lei Orgânica do Município de Eunápolis.
II- O Acionado
após as aludidas representações(a exemplo da representação de cópia
de fls. 17/18,que integra o PA 25/2006 e trata do recebimento
indevido de diárias) vêm negando acesso a Ubiratan Rosa, consoante
se vê das declarações do mesmo às fls. 10, bem como das declarações
anexas a representação de fls. 04, 05 e 07. |
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III- Foram ouvidos nesta Promotoria Nelson Mendes
Lima Filho(fls. 08) e Simone Alves de Lira(fls. 11), que declararam
que na manhã do dia 19.05.2005, uma sexta-feira, acompanharam
Ubiratan até a Câmara de Eunápolis, onde presenciaram que o mesmo
teve acesso negado a ver as contas, tendo salientando que o
acionado fez eles esperaram por cerca de 55 minutos na ante-sala da
Presidência, para dar resposta se Ubiratan poderia ter acesso as
contas e que depois desse período mandou dizer pela secretaria
Aline, que Ubiratan não teria acesso as contas, sendo ainda nesse
mesmo dia esse contribuinte(cpvte. IPTU fls. 06) ofereceu a
representação de fls. 03/07 nesta Promotoria. |
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IV- Na manhã do dia 22.05.2006, uma segunda-feira, o
contribuinte Ubiratan, novamente se dirigiu à Câmara, acompanhado de
Nelson e do servidor da Promotoria Jeferson Abel, que acompanharam
na condição de testemunhas, onde novamente foi negado acesso das
contas a Ubiratan, consoante se vê das declarações de fls. 09.
Retornando a Promotoria o servidor Jéferson Abel, foi feito contacto
com a jornalista Eduarda Torales para acompanhar Ubiratan em novo
comparecimento ainda naquela manhã(dia 22.05) à Câmara, onde na
presença desta jornalista foi negado acesso as contas a Ubiratan.
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V- Saliente-se que o Ministério Público junto a
outros órgão vêm pelo segundo ano consecutivo promovendo campanha
pela transparência das contas municipais, tanto do executivo quanto
Câmara, disponibilizando inclusive material didático nas
Promotorias, conforme se vê às pgs. 12/17, orientando aos
contribuintes como fiscalizar as contas. |
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Clique na pasta e
baixe a ação completa. |
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