Com nova lei, micro e pequenas empresas
pagarão apenas um imposto à União
18:49
Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O projeto de lei complementar do governo federal, enviado hoje ao
Congresso Nacional, quer incentivar a formalização das micro e pequenas empresas
no país. Se for aprovado na íntegra, as empresas que ganham até R$ 36 mil por
ano vão pagar apenas um tributo à União: o equivalente a 1,5% sobre o
faturamento mensal, dinheiro que será destinado ao INSS (Instituto Nacional do
Seguro Social). "Todos os outros impostos federais terão alíquota zero",
garantiu o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.
Para Rachid, se fizerem parte do mercado formal, essas empresas terão mais
facilidade para comercializar seus produtos e serviços, além de ter mais acesso
às linhas de financiamento de crédito.
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse estar confiante de que o Congresso
Nacional aprovará o projeto em breve. “Eu penso que, logo que o Congresso tomar
conhecimento do conteúdo dessa lei e do grande benefício que ela dará ao
empreendedor de pequeno porte do mercado informal, tantos os senadores quanto os
deputados vão aprová-la”.
Palocci lembrou que hoje no Brasil 22,5% da população ocupada é composta de
empregados sem carteira assinada, segundo pesquisa de emprego realizada, em
julho deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Esse dado é motivo de grande preocupação. A informalidade é prejudicial ao
trabalhador, pois ele fica sem acesso aos direitos trabalhistas”, afirmou o
ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o projeto de lei nesta tarde,
durante cerimônia no Palácio do Planalto.
Outros benefícios
O projeto de lei também prevê redução da pressão tributária dos impostos
estaduais e municipais sobre as micro e pequenas empresas. O ICMS (Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços) - cobrado pelos estados e Distrito Federal
- terá alíquota de até 1,5% sobre o faturamento mensal. Sobre o ISS (Imposto
sobre Serviços) - cobrado pelos municípios - a alíquota será de até 2%.
A alíquota de contribuição para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
também poderá ser reduzida. Ela será fixada em 0,5% sobre o salário, desde que
haja concordância expressa do empregado.