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O
empresário Sebastião Buani, envolvido no caso do suposto "mensalinho",
apresentou nesta quarta-feira o
cheque que comprovaria propina paga a
Severino Cavalcanti, presidente da Câmara. A sacadora do cheque seria
Gabriela Martins, uma das secretárias do gabinete de Severino, e não um
motorista do presidente da Câmara, como vinha sendo cogitado.
"Sempre disse que havia o pagamento do
mensalinho feito em cheque, está aí a confirmação", disse Buani. O cheque,
no valor de R$ 7.500, seria destinado ao pagamento de propina a Severino
para prorrogar a concessão do restaurante da Câmara à rede Fiorella, de
Buani. "O pagamento de R$ 7.500 era para completar o valor de R$ 10 mil
que eu tinha de pagar".
O empresário colocou-se como vítima, e não participante do esquema. "Não
foi propina. Eu fui extorquido", disse Buani. "Eu tenho argumentos, tenho
a verdade. Se, com tudo isso, eu tiver de provar mais alguma coisa, eu vou
achar que não dá para acreditar em mais nada no meu país", disse Buani,
que passou a responder a perguntas dos jornalistas depois de mostrar o que
seria a prova da propina.
Antes da apresentação do cheque, em entrevista coletiva à imprensa, o
advogado de Buani, Sebastião Coelho, fez um apelo ao "empresariado
brasileiro" e pediu doações para que Buani pudesse quitar as dívidas.
Buani afirmou que Severino, que freqüentava o restaurante, pressionava-o
pelos pagamentos. Segundo o empresário, o deputado dizia, nas datas dos
pagamentos acertados: "Não esquece que hoje temos nosso compromisso".
No final da entrevista, Buani brincou. "A musa do mensalinho não é mais
minha esposa, mas a dona Gabriela".
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