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ILHÉUS (DA SUCURSAL SUL DA BAHIA) - O
prefeito de Ilhéus, Valderico Reis, enfrenta uma enxurrada de denúncias,
que podem resultar em sua expulsão do PMDB e até comprometer sua
permanência à frente da prefeitura. A mais grave denúncia envolve uma
proposta de pagamento de "mensalão", no valor de R$ 6 mil, ao vereador e
presidente do PTB de Ilhéus, Zerinaldo Sena.
A proposta teria sido gravada pelo próprio vereador, durante encontro com
o subprocurador do município, Gerbson Moraes, que dizia falar em nome do
prefeito Valderico Reis. E o dinheiro seria repassado para que o vereador
não saísse candidato a deputado estadual nas eleições do próximo ano. É
intenção de Reis que a filha, Luciana Reis, que é secretária de governo da
Prefeitura, seja candidata e dispute a vaga na Assembléia Legislativa com
o menor número possível de concorrentes para aumentar suas chances de
vitória.
Copiada em CD, com imagem e áudio, a gravação foi vista pelo presidente do
PMDB na Bahia, deputado federal Geddel Vieira Lima, e pelo secretário
municipal de Administração, Ozéias Gomes, na noite de quita-feira, na casa
do presidente do PMDB de Ilhéus, Jorge Viana, que também é secretário
demissionário de Agricultura Interior e Pesca da prefeitura. Vianna
revelou que a gravação envolve três momentos em que o subprocurador aborda
o vereador.
No primeiro, Zerinaldo Sena recusa a oferta e Gerbson Moraes insiste,
afirmando que apenas quatro dos 13 vereadores de Ilhéus não recebem
propina. Ainda segundo Jorge Viana, num segundo momento, já na presença do
secretário de Serviços Urbanos do município, Jorge Cunha, o subprocurador
entrega R$ 5.350 ao vereador, dizendo que R$ 650 seriam sua comissão. Na
terceira parte da gravação, o vereador diz a Gerbson Moraes que estava
esperando a visita do próprio Valderico Reis, para lhe devolver
pessoalmente o dinheiro.
Segundo Jorge Vianna, a gravação será entregue amanhã à Polícia Federal,
em Ilhéus, para abertura de inquérito, com a presença do advogado do PMDB,
Leonel Cristo Pontes, que também entrega a denúncia ao Ministério Público.
Vianna disse que amanhã entrega seu pedido de exoneração, porque não pode
pactuar com o "desgoverno" do prefeito Valderico Reis.
CAMPANHA - "Quem administra Ilhéus é a filha do prefeito, Luciana Reis,
que apóia abertamente o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto.
Recentemente, ela ofereceu um jantar ao deputado pefelista e obrigou os
secretários e funcionários da prefeitura a comparecerem ao evento", diz
Vianna. E acrescentou que as decisões de governo passam por Luciana e toda
a estrutura da prefeitura foi colocada para servir à candidatura dela a
deputada estadual.
Ainda segundo Jorge Vianna, frente a posição do PMDB e diante de tantas
denúncias que ferem a ética e a moral, ele está se desligando do governo e
abrindo um processo de sindicância para expulsar Valderico Reis do
partido. Vianna suspeita que o dinheiro usado para pagar propina sairia de
um caixa feito a partir do pagamento de R$ 850 mil à empresa Queiroz
Galvão, que cuida da limpeza urbana de Ilhéus.
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ITABUNA (DA SUCURSAL SUL DA BAHIA) - O
prefeito de Ilhéus, Valderico Luiz Reis, informou, ontem, que vai deixar o
PMDB e contestou as acusações que lhe estão sendo feitas pelo deputado
federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e por outras lideranças
peemedebistas, afirmando que tudo não passa de ciúmes por ter ele se
aproximado do governo do Estado para pedir ajuda a fim de resolver os
problemas do município. "O deputado Geddel em nada nos auxiliou nestes
oito meses de mandato. O que conseguimos para o povo, através dos governos
federal e estadual, foi por conta própria", declarou. |