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Stefan Barth
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Metade das
pequenas empresas que se criam anualmente no país fecha as portas nos dois
primeiros anos de funcionamento. Essa é uma das maiores taxas de
mortalidade de empresas do mundo, segundo Silvano Gianni, diretor
presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae).
A pesquisa do Sebrae sobre mortalidade de empresas, divulgada hoje,
detectou também que 32% dos proprietários das empresas que fecharam não
procuraram nenhuma forma de assessoria ou auxílio ao enfrentar
dificuldades financeiras. O levantamento constatou que 90% das empresas
que encerraram atividades não participavam de qualquer tipo de rede
associativa.
De acordo com o levantamento, feito no segundo trimestre deste ano em
todos os estados com base nos registros das Juntas Comerciais, de 1,3
milhão de empresas criadas entre 2000 e 2002, 552.774 fecharam antes de
completar três anos de vida e 49,4% com menos de dois anos.
Essas 772.679 empresas geravam 2,4 milhões de empregos e investiram cerca
de R$ 19,8 bilhões. Por ano, são registrados cerca de 470 mil aberturas de
empresas no país.
Segundo apurou o Sebrae, grande parte das pequenas empresas fecham por
causa de falhas gerenciais, como falta de capital de giro, problemas
financeiros e a ausência de uma pesquisa de mercado. O levantamento
mostrou que a burocracia também é um grande entrave para a continuidade do
negócio.
Na opinião de Gianni “para diminuir a mortalidade das pequenas empresas,
devemos trabalhar para capacitar o empresário”.
Apoiado nos dados da pesquisa, o Sebrae vai desencadear uma campanha de
atuação com contadores financeiros. Esses profissionais serão treinados e
servirão de canal de comunicação entre o Sebrae e o empresário.
Paralelamente, o órgão disponibilizará cursos gratuitos para melhorar a
capacitação de donos de empresas. |