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Baikonur
(Cazaquistão) – Dezenas de pessoas acompanharam a abertura das
portas onde são montados, ou integrados, os
foguetes
Soyuz, que levarão o astronauta brasileiro ao espaço.
O foguete saiu do edifício, de altura equivalente à altura de um
prédio de dez andares, deitado sobre um vagão especial, puxado por
duas locomotivas, e começou o percurso exatamente às 7 horas da
manhã, horário local.
Foi nessa mesma essa hora que um foguete R-7, precursor dos modernos
Soyuz, deixou o centro de integração no dia 12 de abril de 1961 para
levar o russo Yuri Gagárin ao espaço. Estava escuro, ainda, quando o
Soyuz deixou o hangar sob a luz de holofotes e dos flashes das
câmeras fotográficas.
Atualmente, a plataforma de lançamento de onde partiu o R-7 há 45
anos tem o nome hoje de Yuri Gagárin. Às 8h29 do próximo dia 30
(23h29 da quarta-feira 29, segundo o horário oficial de Brasília), o
astronauta brasileiro Marcos César Pontes vai partir dessa mesma
plataforma.
Os russos da empresa Energia atribuem a ela um forte valor simbólico
e prático. "É a mais experimentada base em atividade no mundo", diz,
por exemplo, o coronel Serguei Keresiov. "Daqui já partiram mais de
400 vôos espaciais".
Keresiov fez as afirmações em frente a um pequeno monumento em
homenagem ao Sputnik, o primeiro satélite a entrar em órbita, em
1957. O monumento, exibindo uma réplica do satélite (que era uma
esfera de metal de apenas 20 centímetros de diâmetro), está situado
bem próximo ao foguete Soyuz.
Já em posição vertical, assentado na plataforma Yuri Gagárin, o
Soyuz começa a ser preparado para a contagem regressiva: técnicos
enchem os tanques com 200 toneladas oxigênio líquido e querosene, os
combustíveis que usa. |