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DEODATO ALCÂNTARA
Caçado pela Polícia Internacional (Interpol) por
participação na máfia milanesa, o italiano Donato Cicoria, 43 anos, foi
capturado, anteontem à tarde, no município de Porto Seguro, pela Polícia
Federal (PF). Ele é condenado à pena de oito anos e 11 meses pela Justiça
da Itália, por tráfico internacional de entorpecentes, e estava residindo
no Brasil há cerca de cinco anos, tendo constituído família. Cicoria será
extraditado ao seu país de origem assim que o Supremo Tribunal Federal
(STF) autorizar.
O mafioso foi localizado no sul do Estado em janeiro passado, pela
Interpol, período em que o STF emitiu o mandado de prisão para fim de
extradição, encaminhado aos agentes federais na Bahia. Contudo, apesar da
continuidade das investigações, a PF somente conseguiu cumprir o mandado
de prisão anteontem, por volta das 13 horas, quando os agentes localizaram
o acusado em companhia de sua mulher e de uma amiga, no bairro Novo
Arraial, na localidade de Arraial d’Ajuda.
Na tarde de ontem, ao ser mostrado à imprensa na sede da Polícia Federal,
no bairro de Água de Meninos, o mafioso não demonstrou preocupação com sua
condição de detido. Sorrindo, disse que não queria dar declarações sobre
sua vida no Brasil, tendo alegado apenas que não sabe por que estava sendo
caçado. A polícia informou que ele se encontra no País há cinco anos, mas
não soube precisar há quanto tempo em Arraial d’Ajuda, onde morava com a
brasileira Walkíria Alencar e dois filhos menores.
Conforme a delegada Mônica Horta Melo, responsável pela comunicação social
da PF em Salvador, Cicoria era procurado pela polícia internacional desde
1993. Em Porto Seguro, não desenvolvia qualquer atividade legal que
gerasse receita para seu sustento e da família. Dizia a conhecidos que
vivia de rendas. Ela acrescentou que a prisão faz parte da Operação
Bambino, dando cumprimento aos compromissos internacionais assumidos pelo
Brasil para a aplicação da lei global. “São marcos de cooperação policial
internacional”, emendou Horta.
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