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Brasília – O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (23) que a sociedade
tem de
contribuir para a melhoria da educação no país. Segundo o
presidente, educação é não é uma tarefa apenas dos governantes.
"Se ficar dependendo do governo federal, estadual, municipal para
arrumar dinheiro, aprovar no orçamento e fazer, todo mundo sabe que
vai demorar muito mais. É preciso descobrir uma palavra mágica: com
o que cada um de nós pode contribuir. É bobagem ficar achando que o
problema é do governo que está, que passou, do governo que vem. Nós
somos passageiros, os governos são passageiros", afirmou Lula, ao
participar da 16ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e
Social, no Palácio do Planalto. O tema do encontro foi educação.
O presidente reconheceu que é preciso reformar as escolas e melhorar
os salários dos professores para que os profissionais tenham prazer
de atuar no ensino público. "Não vamos nunca motivar uma pessoa a
ser um extraordinário educador se a gente não garantir que essa
pessoa, no final do mês, tenha como resultado do seu trabalho o
mínimo de condições de sobrevivência", afirmou.
De acordo com o presidente, outra deficiência da educação brasileira
Lula é a falta de métodos que verifiquem se as crianças estão
aprendendo. Segundo ele, os estados são responsáveis por essa
fiscalização. "No nosso sistema, cada estado é responsável pelo
ensino fundamental".
Lula ressaltou que o Fundo da Educação Básica (Fundeb) vai garantir
"equilíbrio na formação das crianças brasileiras" nas cinco regiões
do país. O presidente voltou a criticar o Congresso Nacional pela
demora na votação do Orçamento da União para este ano. "Quanto mais
tempo passar sem se votar o Orçamento, menos dinheiro a gente vai
gastar a cada ano. Já poderíamos estar gastando, aí, alguns milhões,
e não estamos gastando porque o Orçamento não foi aprovado".
O presidente disse ainda que vai dar continuidade ao plano de
recuperação das estradas, que, segundo ele, "deixou algumas pessoas
zangadas". "Nós vamos continuar fazendo, porque o que conta são os
caminhoneiros e os motoristas de carros". |