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Fascínio de Lula por Fidel Castro pode produzir uma loucura: a Abin
(Agência Brasileira de Informações, sucessora do maldito SNI, uma das
piores instituições da ditadura militar, segundo insuspeito general
Golbery, que o criou) está
ameaçada
de sofrer brutal retrocesso. Depois de uma visita a Havana do diretor
geral, delegado Mauro Marcelo, anuncia-se o envio a Cuba de “funcionários”
brasileiros da área de informações para serem treinados pelo regime de
Fidel Castro. Os antigos arapongas de direita trocarão de sinal,
transformando-se em arapongas de esquerda.
Ora, Cuba é uma ditadura, estado policial, declaradamente
stalinista, que controla a vida íntima dos cidadãos e não respeita
direitos civis nem tolera oposição política ou de qualquer ordem.
Segundo diplomatas isentos, se há uma coisa em Cuba que não tem
condições de servir de modelo para um estado democrático é o serviço de
informações (ou inteligência, como prefere a Abin no seu site
institucional).
No Palácio do Planalto, porém, quando a Oposição denuncia escândalo
ou pede a apuração do caso Waldomiro, é comum surgirem exclamações: “Em
Cuba, ninguém chateia Dom Fidel com essas cobranças”. |