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O Jornalismo
está se tornando uma profissão cada vez mais perigosa. Segundo
relatório divulgado na terça-feira pela entidade Repórteres Sem
Fronteiras (RSF), 53 profissionais foram mortos em 2004, 13 a mais do
que no ano anterior.
De acordo com o relatório, cuja divulgação coincide com o Dia Mundial
da Liberdade de Imprensa, o número de jornalistas mortos em
decorrência de seu trabalho foi o maior desde 1995.
"Talvez nunca tenha sido tão perigoso informar as pessoas", disse a
RSF em uma nota. "A liberdade de imprensa está longe de ser assegurada
em todo o mundo."
A entidade, com sede em Paris, apontou o Iraque como o país mais
perigoso do mundo para jornalistas. Ali, "19 foram mortos em 2004 e
mais de 15 foram tomados como reféns."
Ao todo, 56 jornalistas e assistentes foram mortos em dois anos no
Iraque. A cifra supera os 49 jornalistas mortos nas guerras da
ex-Iugoslávia (1991-95).
Segundo a RSF, a pior guerra para os jornalistas foi a do Vietnã, em
que 63 morreram, porém ao longo de 20 anos (1955-75) de conflito.
Em outros lugares da Ásia, 16 jornalistas foram mortos em 2004. "Quase
todos eles porque expressaram suas opiniões", disse o relatório.
"Denunciar a corrupção de autoridades eletivas ou investigar crimes se
provou algo fatal para jornalistas de Bangladesh, Filipinas e Sri
Lanka."
O fato de as Filipinas terem maior liberdade de imprensa do que o
habitual na Ásia não impediu que seis jornalistas fossem assassinados
por matadores contratados por políticos corruptos.
O relatório acrescenta que 12 jornalistas morreram a trabalho na
América Latina, sendo dois no Brasil, e 1 na África.
A RSF divulgou também a "Lista Negra dos Inimigos da Liberdade de
Imprensa", citando "aqueles que pessoalmente cometeram crimes ou
graves ofensas contra jornalistas ou a imprensa e ainda estão
impunes."
A lista inclui líderes de vários países onde jornalistas foram mortos,
e também violentos movimentos que pressionam e assassinam repórteres
que relatam suas atividades.
O texto elogia as manifestações de apoio aos jornalistas franceses
Christian Chesnot e Georges Malbrunot, mantidos como reféns no Iraque
durante quatro meses em 2004.
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