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Há pouco menos de um ano para as
principais eleições do País, começa o corre corre dos ocupantes das
cadeiras mais cobiçadas do poder. Os maratonistas querem permanecer
em sues cargos que tanto lhes dão poder e glórias.
Como sempre agora é tempo de
humildade, do povo ser maior que o Presidente, que os Deputados
Federais, Estaduais, Senadores e
Governadores. É tempo do escravo
ser reconhecido como patrão. Isso é a volta que o mundo brasileiro
dá de quatro em quatro anos.
Não querendo dizer com isto que não há
mandatos voltados para o povo, mas todos estão se mobilizando,
usando veículos de comunicação para prestarem contas de seus
mandatos e um deles é o Governador Paulo Souto, confesso que sou um
dos admiradores de seus discursos, a sua oratória é ótima, mas nem
só de orações vive o rebanho do seu pastor. Um Governador de Estado
não é diferente de um pastor de ovelhas, assim como é um pastor de
ovelhas é um Governador de Estado. O ovelheiro tem que levar as suas
ovelhas ao pasto guardá-las enquanto a pastagem e doutriná-las.
Eunápolis tem recebido visitas do
Governador Paulo Souto, que assinou obras para a cidade, só que até
agora nenhuma delas saiu do papel.
Um Governador de Estado, não pode
deixar os seus governados a espera de obras assinadas em praças
públicas diante de centenas e de milhares de pessoas.
Segundo a propagando do governo do
Estado, a Bahia, cresceu mais que o Brasil nestes últimos dois anos,
só que a população não tem achado assim. Acredita-se que o
crescimento da Bahia, deve a iniciativa privada, assim como a nossa
cidade.
Desde em que foi emancipada tem sido
empurrada como ovelhas sem pastor, nos anos 80, o então maior
povoado do mundo, foi envolvido num escândalo de corrupção que
abalou o País, o dos “anões do orçamento”, de lá até aqui a cidade
não parou mais de ser manchetes nos principais jornais da região e
até mesmo do País.
Ao longo de sua emancipação, Eunápolis
tem se tornado uma verdadeira fábrica de mandatos sem
compromissos. O seu atual Prefeito Robério Oliveira, ainda não se
firmou como um gestor de verdade, é como se fosse um jogador
advertido com dois cartões amarelos, rezando para não receber o
terceiro de forma contrária.
Gestores e ex, tem sido levados aos
tribunais, mas a cidade é quem tem sido penalizada na opinião da
maioria, até o seu orçamento tem sido um paradoxo, aprovado por
unanimidade, no orçamento de 2006 há dois pedidos extremamente
legais porém antiéticos e imorais, foram pedidos seiscentos mil
reais para habitação e um milhão e quarenta e três mil para a
comunicação, uma vez que veículos de comunicação andam reclamando o
não recebimento pelos serviços prestados. |