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Reuters
Um homem de 65 anos morreu nesta segunda-feira após
passar quase 12 horas numa fila do INSS (Instituto Nacional de Seguridade
Social) do Rio de Janeiro.
Segundo testemunhas e parentes da vítima, o pedreiro Severino Elias dos
Santos passou a madrugada na fila do posto da Previdência Social em Padre
Miguel, subúrbio do Rio de Janeiro, à espera de atendimento.
Ele tinha completado 65 anos há um mês e tentava dar entrada no pedido de
aposentadoria.
"Meu pai saiu de casa por volta de 10h, 11h da noite e só conseguiu ser
atendido por volta do meio-dia, isso é um absurdo", disse a filha do
pedreiro, Marlene Teixeira dos Santos.
A filha contou que o pai chegou ao posto ainda na noite de domingo para
tentar conseguir uma senha de atendimento. Ao conseguir ser atendido,
Severino foi informado por funcionários do INSS que precisava tirar
fotocópias de alguns documentos.
Ele foi à papelaria em frente ao posto, mas no caminho passou mal e morreu
subitamente.
Antes de morrer Severino ainda chegou a pedir 0,60 real de emprestado a
uma pessoa que estava na fila para tirar as fotocópias, pois tinha pouco
mais de 2 reais no bolso.
Frequentadores do posto de Padre Miguel denunciaram que há constantemente
venda de vagas na fila.
"A fila aqui é sempre grande e há venda de lugares na fila e tem que se
pagar 10 reais para conseguir um lugar", disse uma mulher que preferiu não
se identificar.
Segundo a família, o pedreiro tinha pressão alta, mas tomava remédios com
frequência.
A Superintendência do INSS no Rio lamentou a morte do pedreiro e informou
que são distribuídas por dia cerca de 500 senhas no posto de Padre Miguel,
e os funcionários atendem em média 300 pessoas em busca de informações.
A assessoria do INSS informou que a suposta venda de lugares na fila deve
ser denunciada à polícia.
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