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26/12/2003   


Previdência
Rombo no INSS é superior a R$ 3 bi

Somente este ano foram pagos mais de 9 mil benefícios falsos, o que representou desvio de quase R$ 94 milhões

Brasília -
Golpes dos mais variados tipos contra a Previdência Social devem desviar, neste ano, R$ 3,21 bilhões dos cofres públicos, segundo estimativa do Ministério da Previdência Social. O valor representa 3% dos R$ 107 bilhões gastos com o pagamento de benefícios em 2003.
  Só neste ano, foram pagos cerca de 9,2 mil benefícios falsos, um rombo de R$ 93,8 milhões na Previdência Social. O Rio de Janeiro foi o Estado com maior número de fraudes registradas: foram cancelados 1.657 benefícios no Estado, um prejuízo mensal estimado de R$ 1,1 milhão.
  Se o pagamento de benefícios irregulares pelo governo gera déficits, os prejuízos mediante golpes de empresas privadas contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são ainda maiores: em 2003, o montante sonegado foi de $ 1,03 bilhão.
 
COMBATE À FRAUDE – As irregularidades na Previdência Social têm assustado o governo, que garante reduzí-las nos próximos anos. O combate às fraudes já começou e, segundo o ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, já tem apresentado efeito positivo na administração pública.
  Neste ano, a força-tarefa contabiliza 219 mandados de busca e apreensão por fraudes contra o sistema previdenciário, 660 inquéritos instaurados, 85 prisões em flagrante e duas prisões preventivas. Em 2002, reforçou o ministro, havia apenas uma força-tarefa no País, no Rio de Janeiro.
  Este ano, 17 atuaram em ação em diversos pontos do País, como Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
  As forças-tarefa têm o objetivo de identificar as fraudes, punir os responsáveis e devolver as quantias desviadas aos cofres públicos. Conta com representantes do Ministério da Previdência e Público e da Polícia Federal. A expectativa, segundo Berzoini, é que até junho de 2004 haja forças-tarefa em todos os Estados brasileiros.
  A não transmissão das informações de número de óbitos pelos cartórios ao governo e a ausência de dados consistentes no sistema de informação do INSS, como endereço, data de nascimento e nome da mãe do beneficiário, contribuem para aumentar o número de benefícios irregulares pagos. A faixa etária em que se observa o maior número de fraudes é acima de 70 anos.
   Segundo dados do INSS, na população de 70 a 74 anos, por exemplo, a quantidade de benefícios pagos é 8,1% maior do que o número de pessoas existentes. Na população de 100 anos ou mais, a situação é mais irregular. Neste grupo, a quantidade de benefícios é 306,8% maior do que o número de pessoas.
 

 

Fonte: A Tarde

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Os assuntos assinados são de responsabilidade dos  autores.

     

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