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A comissão também deixou
claro para os representantes da Funai “que a liberação desses veículos
dependerá do resultado da reunião, e que todos os índios estão de prontidão
para fechar, mais uma vez, a estrada, caso não sejam atendidos pelo
ministro”.
Até chegarem a esse consenso, índios de diferentes etnias que participavam
em Itamaraju de um seminário sobre impactos da monocultura do eucalipto em
áreas indígenas mantiveram na Aldeia Guaxuma o procurador federal, Fábio
Cavalcanti e o gerente- executivo do Ibama de Eunápolis, José Augusto Tosato.
“É uma alternativa de reivindicação, uma forma de alerta à sociedade sobre
os avanços do eucalipto na região.
Iremos, da nossa parte, encaminhar essas questões para as instâncias
superiores do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente”, declarou Tosato. O
Ibama não saiu ileso, também foi duramente criticado pelos índios durante a
manifestação.
BARREIRAS DE TORAS – Às 10h10 de ontem, com o apoio da Polícia
Rodoviária Federal, os índios retiraram as barreiras feitas com toras de
eucalipto e permitiram a passagem de centenas de veículos.
Ficaram os da Veracel, alguns vigiados por índios e suas bordunas
(instrumentos).
“Se até sexta-feira a gente não tiver uma resposta, uma medida concreta do
presidente da Funai, vamos interditar a pista de novo, com ou sem polícia.
Esperamos que o governo dê uma maior atenção às causas indígenas”, declarou
Luís Titiá, pataxó hãhãhãe e coordenador regional da entidade Articulação
dos Povos Indígenas do Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo (Apoime).
A Veracel Celulose, através da assessoria de Comunicação Social, informou
que não planta eucalipto em áreas indígenas e espera que os órgãos
competentes decidam sobre o bloqueio das carretas, que é de conhecimento das
autoridades.
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