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Luciana Reis tenta esconder o escândalo
da roupa erótica comprada por ela com dinheiro sacado
da Prefeitura de Ilhéus através da Secretaria de Governo,
conforme
documentos do Tribunal de Contas dos Municípios.
Além de mandar comprar todos os exemplares possíveis do jornal A
Região que trouxe a notícia do escândalo, no sábado passado, a secretária
de Governo, sabendo da gravidade do crime que praticou, atribuiu a autoria
do crime a uma ex-funcionária de sua confiança.
A secretária afirmou que essa funcionária, apelidada pelos
vereadores como "bode expiatório" do escândalo, já tinha sido demitida e
que o dinheiro seria devolvido aos cofres públicos. A desculpa não
convenceu ninguém.
Primeiro porque foi Luciana Reis quem sacou e quem trouxe a nota
fiscal para prestar contas do dinheiro. Segundo porque o número se seu
manequim é o mesmo do babydoll erótico de oncinha comprado por ela e não
bate com o da secretária.
Roubo
O vereador Alisson Mendonça considera que o fato da secretária ter
devolvido o dinheiro da compra da roupa erótica, como ela diz ter feito,
não a isenta do crime.
"Houve uma irregularidade grave quando foi comprada a roupa em um
sex shop com o dinheiro público e isso precisa ser investigado".
Para ele, "seguindo o raciocínio de Luciana, um ladrão de banco, por
exemplo, quando for preso poderá devolver o dinheiro e ficar impune, se
isentando do crime". Para ele, a irregularidade existiu e os responsáveis
precisam ser punidos, como manda a lei. |