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29/06/2005 - Eunápolis - Forródromo do Pedrão terá Concurso de Quadrilhas Juninas dias 2 e 3 de julho

                                                               
 

 

 

Da redação - Sitepopular

 

Eunápolis busca manter viva a tradição das quadrilhas juninas. No Forródromo do Pedrão a Comissão Organizadora do evento criou o Primeiro Concurso de Quadrilhas Juninas da cidade, com apresentações nos dias 2 e 3 de julho (sábado e domingo). Segundo o diretor de Cultura do município, Max do Carmo, oito quadrilhas juninas, representantes dos bairros e distritos, estarão concorrendo a um prêmio em dinheiro, para primeiro, segundo e terceiro lugares, instituído pelo município, com o propósito de estimular a manutenção desta tradição do folclore nordestino. 

       Aliás, a abertura do Forródromo do Pedrão, nesta quarta-feira,dia 29 de junho, será feita com a apresentação da quadrilha junina da Renovação, composta por 24 pares e marcada pela artista Eliete Mulato Colares. A maior parte dos membros desta quadrilha são servidores públicos municipais e estão há quase dois meses realizando ensaios, nas noites de sexta-feira, no pátio da Escola Municipal Humberto de Campos, no bairro do Gusmão.

         Foi-se o tempo em que uma quadrilha junina resumia-se a pequenos volteios com o “olha a chuva”, “é mentira”, e “caminho da roça”, com algumas marcações em francês – a tradição originou-se dos passos do minueto francês, contam algumas versões sobre a origem da dança. Hoje, as quadrilhas juninas são verdadeiros grupos que podem ser formados por até 60 pessoas, entre dançarinos, banda de música e produção. Algumas têm estatutos e os integrantes pagam em carnês pelo direito de fazer parte da agremiação – como num bloco de Carnaval, “mas de estrutura menor e menor capacidade financeira”, adianta Eliete Colares.

 

Embora com toda essa modernidade alcançada por algumas quadrilhas em cidades onde tradicionalmente realizam-se os concursos, como em Caruaru, Campina Grande, Salvador e Sergipe, ela se queixa que o número de grupos ainda é pequeno e modesto em Eunápolis. “A cidade jamais criou incentivos para os concursos, porque os grupos ensaiavam sem saber ser os prefeitos vão ou não valorizar esta nossa expressão cultural”.

Josemar Siquara, coordenador da Comissão do São Pedro, e secretário de Governo do município promete que a prefeitura, a exemplo deste ano, vai promover concursos anuais no sentido de criar boas oportunidades de diversão e divulgação da quadrilha junina. “Mesmo à espera de mais apoio, as quadrilhas em Eunápolis estão em plena atividade, representando os bairros Juca Rosa, Rosa Neto, Gusmão, Colônia, dentre outros, a fim de participar do concurso,” disse.

A verdade é que as quadrilhas estão em plena atividade. De abril até o final de junho é a época em que os jovens mobilizam-se para as festas juninas. Segundo Eliete, o modelo de pagamento de carnê ainda não foi testado em Eunápolis, mas pode ser uma ótima alternativa, porque a mensalidade cobre em parte os custos de um a quadrilha que pode ter um gasto entre R$ 4 mil a R$ 13 mil. O restante do valor pode ser  arrecadado em bingos e rifas, completou.

A maior parte das quadrilhas é formada por jovens entre 14 e 30 anos compondo os grupos de dançarinos. Com os passos coreografados poucos se arriscam a participar. Apesar de a modernidade e passos inovadores terem invadido as coreografias, as quadrilhas têm obrigação com relação à cultura junina. 

“Elas não podem perder  a essência”, diz Eliete Colares. “Dançamos em pares de homens e mulheres, com um mínimo de 15 casais em quadro e só tocamos músicas tradicionais: xaxado, baiões, xotes. Os homens só podem dançar de calça, camisa e chapéu, e as mulheres de vestidos”.  

O que acabou nos grupos atuais foi a “coisa caipira”, diz. Em seu lugar, surgiram os temas: cangaceiros, vaqueiros, Luiz Gonzaga. No caso do tema “Luiz Gonzaga”, os homens vestem-se como o “Rei do Baião” , usando gibão e chapéu de couro e carregando uma sanfona, enquanto as mulheres, neste tema, invariavelmente são as famosas “mulheres rendeiras”, imortalizadas por Gonzagão.

Com o objetivo de uniformizar as apresentações, a prefeitura, através do Departamento de Cultura, montou um regulamento, segundo o artista plástico Max do Carmo, que foi enviado para cada escola ou grupo participante. O regulamente, entre outros tópicos, determinada a obrigatoriedade do uso dos quatro elementos tradicionais na coreografia: “cumprimento, grande roda, túnel e casamento”. Proíbe uso dos fogos de artifícios e outros materiais de combustão, uso de animais, material político e armas brancas e de fogo, e permite o uso de som mecânico, embora as quadrilhas prefiram, diz ela, levar a própria banda, que mescla os instrumentos tradicionais do forró com teclados e guitarras.

 
 

Fonte:  Sitepopular / Fonte: Assessoria de Imprensa/SECOM – Jor. Resp. Rose Marie Galvão-DRT-219-BA

 

Os assuntos assinados são de responsabilidade dos  autores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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