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29/08/2004 - MP pede a prisão de Fernando Gomes ex-prefeito de Itabuna Bahia

 

                                                                                           


MP pede a prisão de Fernando Gomes
por ter superfaturado em 460% o show da banda Terra Samba em agosto de 1999. A Justiça notificou o ex-prefeito Fernando Gomes e deu um prazo de cinco dias úteis para que ele se defenda de uma ação movida pelo Ministério Público.
      O ex-prefeito contratou a banda Terra Samba por R$ 140 mil e pagou antecipadamente. Um ano depois a mesma banda foi contratada pela prefeitura por apenas R$ 25 mil, uma diferença de preço de 460%.
      Na notificação, o Ministério Público pede que o ex-prefeito e o empresário da Terra Samba Produções Artísticas, Jarbas Silva Veiga, sejam condenados a reclusão de dois a doze anos.
      O Ministério Público destacou na ação que o ex-prefeito pagou R$ 140 mil à banda e ainda assumiu custos com transporte, hospedagem e alimentação.
      O show foi apresentado no Carnaveillon, em dezembro de 1999. A Prefeitura, já em nova gestão, contratou a mesma Terra Samba um ano depois por "apenas R$ 25 mil" e sem assumir outros custos.
      Além do valor superfaturado pelo ex-prefeito, chamou a atenção do Ministério Público o pagamento feito quase quatro meses antes da apresentação. Outro detalhe destacado é a lista de exigências da banda.
      "O município obrigou-se a disponibilizar à banda três veículos Topic com ar-condicionado e cortinas; um ônibus leito com ar-condicionado e maleiro alto; hospedagem em hotel quatro estrelas; sete apartamentos individuais e nove duplos e alimentação onde a equipe estivesse hospedada".
      A Prefeitura ainda custeou a contratação do trio elétrico Axé & Cia. Outro detalhe é que a banda foi contratada para se apresentar num bloco particular.
      A promotora diz que o superfaturamento foi "notório, cristalino, repudiante e doloso". No final, a contratação saiu por cerca de R$ 160 mil.
      Diante do crime cometido pelo ex-prefeito em favor da empresa de produção artística do Terra Samba, a promotora Ana Paula Limoeiro pede na ação que eles sejam punidos pelas sanções previstas em lei, prisão e possível devolução de recursos.
      O Ministério Público entendeu que a empresa de produção artística da banda concordou com o "visível esquema de desvio de dinheiro público", beneficiando-se, inclusive, por intermédio de seu sócio-gerente Jarbas Silva Veiga.
      A promotora afirma que o superfaturamento do valor do contrato e seu pagamento configuram desvio de verba em favor da empresa de produção artística. "O ex-prefeito desviou, dolosamente, renda pública em proveito alheio", destaca a promotora Ana Paula Limoeiro.

 

 

Fonte: Sitepopular / A Região  Foto: A Região

Os assuntos assinados são de responsabilidade dos  autor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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