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11/05/2005 -
Segurança zero,
Governo baiano desvia todo o
dinheiro. |
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Da redação - Sitepopular |
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A conclusão é de
conselheiro do Tribunal de Contas e de sindicalista |
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Flávio Oliveira |
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O Governo do Estado
desviou ilegalmente recursos que em 2004 deveriam ser aplicados no
reaparelhamento das polícias civil e militar e na qualificação dos
policiais. De um total de R$ 95,057 milhões arrecadados pelo Fundo de
Reaparelhamento e Aperfeiçoamento de Policiais (Feaspol), apenas R$ 9,452
milhões foram repassados à Secretaria da Segurança Pública (SSP). Outros
R$ 8,556 milhões foram transferidos para o Detran. Um total de R$ 77,049
milhões foi deslocado para a chamada Fonte 00, que é usada para pagamentos
e investimentos diversos.
As informações fazem parte do relatório apresentado pelo conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado (TCE), Filemon Matos. O conselheiro
apresentou na quinta-feira seu relatório de análise dos documentos de
contabilidade do Executivo Estadual. “A arrecadação não tem sua destinação
legal”, disse Filemon durante a sessão em que apresentou seu relatório. “A
Fonte 00 é um buraco sem fim, que ninguém sabe para onde vai o dinheiro”,
completou.
O Feaspol foi criado em 1997, em substituição ao Funrespol. O fundo é
constituído de taxas pagas por organizadores de festas e eventos que
necessitam de policiamento. A arrecadação é feita pela Secretaria Estadual
da Fazenda, que teria de repassar os valores arrecadados à SSP. “Até 1997,
parte do dinheiro recolhido pelo fundo era usada para o pagamento de
gratificações que representavam quase 50% dos vencimentos dos policiais”,
disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc),
Crispiniano Daltro.
CONSELHO – Segundo Daltro, as verbas do Feaspol não são devidamente
utilizadas porque nunca foi instituído o conselho de acompanhamento do
fundo. “Ninguém sabe qual a utilização desse dinheiro porque não existe a
necessidade de se prestar conta de sua aplicação em nenhuma instância”,
disse. Daltro afirmou que os recursos do Feaspol são tão secretos que o
atual secretário da Segurança, general Edson Sá Rocha, só teria tomado
conhecimento de sua existência nas negociações com o Sindpoc sobre o
pagamento retroativo da GAP (Gratificação de Atividade Policial).
“Eu sugeri que o pagamento fosse feito com os recursos do Feaspol. Eles
(SSP) terminaram respondendo que a aplicação do fundo no pagamento de
policiais era ilegal”, lembrou Daltro.
Déficit é de 18 mil homens
O secretário da Segurança Pública, Edson Sá Rocha, por meio da assessoria
de comunicação da SSP, limitou-se a dizer que os recursos necessários à
segurança pública têm chegado e que não têm faltado apoio e atenção do
governador Paulo Souto ao setor.
A assessoria não soube informar o exato valor investido no ano passado no
reaparelhamento das polícias e no aperfeiçoamento dos policiais. Mas
listou, entre investimentos feitos na área, o uso de R$ 46 milhões na
compra de cerca de 1.200 novas viaturas, aplicações na manutenção e
reformas de delegacias na capital e no interior, informatização das
polícias e equipamentos para os serviços de inteligência e de
telecomunicações.
Para o presidente do Sindpoc, todos esses investimentos não resolvem a
principal carência, que é o déficit de pessoal da ordem de 18 mil
policiais. “O governo só investe no visual, que são viaturas e prédios de
delegacias, que é o que o povo pode ver. Os cursos, quando existem, não
atingem a maioria dos policiais e ficam restritos aos apaniguados dos
dirigentes”, disse.
“As próprias viaturas não foram adquiridas com o Feaspol, mas com o
dinheiro arrecadado na negociação com o Bradesco para o governo manter as
contas dos servidores naquele banco”, completou. De fato, em entrevistas
anteriores, o secretário da Fazenda, Albérico Mascarenhas, já havia
declarado que parte do dinheiro pago pelo Bradesco ao governo do Estado
foi investida na compra de viaturas policiais.
Ontem, Mascarenhas não quis dar entrevista sobre a denúncia do conselheiro
do TCE. Por meio de sua assessoria de comunicação, informou que só vai se
pronunciar depois que tiver conhecimento do teor completo do relatório
apresentado por Filemon Matos.
“Polícia é despreparada”
O dinheiro não investido no reaparelhamento das polícias faz muita falta,
pois temos uma das piores polícias do País. A conclusão é da psicóloga
Conceição Casulari, autora da dissertação de mestrado “Policiamento e
violência urbana - Significados dos efeitos de força letal entre policiais
militares em Salvador”. A tese foi defendida em 2002 no Instituto de Saúde
Coletiva da Universidade Federal da Bahia.
“A polícia da Bahia é muito despreparada se comparada a de outros Estados.
O volume de investimentos nas polícias é uma decisão política. Pelo
tamanho desse desvio percebemos qual o sentido que é dado à segurança
pública em nosso Estado”, afirmou a psicóloga.
Para a especialista, os recursos desviados seriam extremamente necessários
e de certo fazem falta às polícias baianas. “Teria um impacto grande para
as polícias”, falou. Conceição Casulari comparou as polícias baiana e de
outros Estados. Segundo ela, em Minas Gerais os investimentos em segurança
são bem maiores. Em São Paulo existe um programa com 250 psicólogos para
tratar do stress traumático de policiais que participaram de confrontos
armados. “A gente sabe que confronto armado gera confronto armado, mesmo
nos casos em que não há vítimas”, disse.
CINCO DISPAROS – Ainda segundo a psicóloga, os padrões
internacionais definem que um policial, em seus cursos de formação, devem
efetuar uma média de 500 disparos de armas de fogo. Para tirar porte de
arma, os mesmos padrões definem a média de 200 tiros. Na Bahia, segundo
ela, os policiais completam os cursos de formação efetuando apenas entre
cinco e dez disparos.
“Os resultados dessa política a gente vê nas armas obsoletas e nos coletes
antigos e pesados, que dão problema de coluna. Nas roupas inadequadas, que
geram varizes nas pernas dos policiais militares. Em toda uma inadequação
de modelo para o papel que as polícias desempenham”, constata.
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Comentários: |
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Senhores!
Realmente a nossa máquina de corrupção, a digo de "arrecadação baiana",
está tão eficaz, que já exporta Know How.
O velho FUNRESPOL, cobrado de forma aleatória por alguns brucutus da
Polícia Civil, hoje é conhecido como FEASPOL, aquele tributo, que levou um
empreendedor eunapolitano ao pau-de-arara na Depin, pois o mesmo ousou
tirar dúvida a respeito da citada taxação, com o então delegado titular da
época (anos 90).
A eficácia dos "administradores" carlistas em "arrecadar",se bem que os
verbos melhor empregados seriam tungar,arrebatar, mas...
Seguindo o exemplo da malha federal, retirou-se o velho FUNRESPOL e
criou-se o voraz FEASPOL.
Você, caro contribuinte, é lógico que quer descobrir qual é a diferença
desta dupla de achaques?
Simples, fique sem "recolher" e receberá todas formas de pressões,coações,
e inviabilidades fiscais, disponibilizadas à você e seu empreendimento
pelos "fiéis servidores" da
LEOA
BAIANA (secretária da fazenda - SEFAZ).
Caros leitores, somos sabedores que, um erro não justifica o outro e em
momento algum, estou a fazer apologia ou sequer pleiteio corroborar com
sonegadores (muitos deles ligados por consangüinidade ao crime organizado
ou outras vertentes nada idôneas), mas, desmando e pilhagem do erário
público, cabe levantes à altura por parte da comunidade empreendedora e
extremo rigor nas punições, pelas autoridades competentes e bastante
desvinculadas, deste descalabro.
Ah! sim meus amigos, muitos de vocês desconhecem a função do tributo
citado ou mesmo ao que se refere (o que é natural em uma carga
tributária astronômica como a nossa), se trata de um recolhimento
específico para revendedores de : Explosivos, inflamáveis,munições e
similares.
O crítico, nesta história toda é que eu com empreendedor no ramo de ,
perfumaria, higiene e limpeza; por revender acetona de uso doméstico em
03 pequenos pontos de venda tenha que dispor de mais de 1/2 salário mínimo
anualmente, afim de quitar mais este compromisso com
O VORAZ E
ANIQUILADOR FISCO BAIANO.
Para facilitar uma avaliação mais completa e focada, vou citar uma
situação um tanto extrema, mas que explícita veementemente que retorno é
proporcionado a sociedade como um todo, de tributos como este em tela -
FEASPOL :
"Porto
Seguro, 22 de março de 2005, av Getulio Vargas 361, (coração da cidade
MÃE), loja- MERCADÃO DA ECONOMIA, proprietários Edmilson e Lili (KITUS -CELLAR),
ocorrido- incêndio de origem ignorada e devastador. Como a cidade possui
uma brigada ou pequeno corpo de bombeiros, em função do
AEROPORTO- INTERNACIONAL, o mesmo foi acionado, mas, agindo de forma
estapafúrdia e pachorrenta, chegou ao local, praticamente 02 hs depois do
início do incêndio, segundo infames declarações oficiais, faltavam no dia
do ocorrido: motoristas e mascaras de combate ao fogo. Resultado - total
prejuízo pois as instalações estavam desprovidas de seguro.
As polícias civis e militares, extensivo aos bombeiros estão destroçadas e
desmotivadas, receberiam outro estímulo, se tais recursos fossem lícitos e
transparentemente recolhidos e aplicados.
Pois o dia-a-dia da criminalidade em nossa região, está muito bem
explícito, aterrorizante e recebendo combate inexpressivo, se não
PRATICAMENTE INERTE.
Clique e veja o incêndio em porto Seguro Bahia
Robernílio
O. Freire
Empreendedor
Lojista
Transparência
Brasil
Membro-associado
Avamte-Eunápolis
Conselho-fiscal
ESTA E
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Fonte:
Sitepopular
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Os assuntos assinados são de responsabilidade dos
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