30/09/2003

                                  

         

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Quadrilha de funcionários da Receita acusada de rombo que pode chegar a R$ 1 bi é presa no Rio

 

 

RJ TV

RIO - Uma operação conjunta da Polícia Federal, Justiça e Receita Federal nesta terça-feira no Rio desbaratou parte de uma quadrilha de fraudadores do INSS e da Receita Federal suspeitos de provocar um rombo que pode chegar a R$ 1 bilhão. Dez pessoas já foram presas, entre elas o ex-presidente do Flamengo Edmundo Santos Silva, acusado de sonegação fiscal e de intermediar contatos entre auditores fiscais e empresários.

Os outros presos nesta terça são os auditores da Receita Fernando José da Rocha Velho, Walace Ferreira de Carvalho, Sandra Regina Pimentel, Dilson Cupertino da Silva Filho e Manoel Soares da Paz e os despachantes Antônio Daniel de Carvalho, Américo José Maria Gonçalves, Ana Cláudia Amaral de Andrade e Alberto da Silva Correa Neto.

Eles foram ouvidos durante a tarde pelo juiz da 3ª Vara Federal, Lafredo Lisboa, responsável pelos mandados de prisão, e todos negaram as acusações. O despachante Alberto Correa Neto, apontado como o principal intermediário entre empresários, advogados e auditores, foi orientado pela advogada a interromper o depoimento. Durante o interrogatório, o auditor Wallce Ferreira de Carvalho passou mal e foi atendido no serviço médico da Justiça Federal.

Durante o dia, também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em escritórios de contabilidades e empresas, onde foram apreendidos documentos e computadores que serão periciados pela Polícia Federal.

O juiz Lafredo Lisboa expediu ao todo vinte mandados de prisão e apreensão a partir dos resultados de uma investigação da Polícia Federal que seguiu os passos da quadrilha através de escuta telefônica autorizada pela Justiça. Foram rastreadas 2.300 ligações, nas quais a polícia comprova as relações entre advogados, empresários e auditores da Receita. Foram pedidas as prisões de 11 funcionários da Receita, três do INSS, além de advogados, empresários e despachantes.

Segundo os corregedores da Receita, a quadrilha atuava de modo organizado, pesquisando empresas com dívidas ou problemas com a fiscalização. Por um pagamento que variava de 10% a 20% da dívida a ser 'eliminada', os fraudadores apagavam os dados do sistema da Receita. A quadrilha também negociava a suspensão de fiscalização de empresas e a baixa em processos contra devedores.
 


 

             

                    

 Fonte: Sitepopular  RJ TV