David
Whitehouse
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Alguns
diamantes são quase eternos
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Astrônomos descobriram
que cintila no céu uma estrela feita de
diamantes, com 10 quintilhões de quilates.
O diamante cósmico é um
corpo de carbono cristalizado, de 1,5 km de
diâmetro, a cerca de 50 anos-luz de
distância da terra, na constelação de
Centaurus.
Ela seria o núcleo
comprimido de uma velha estrela que um dia
brilhou tanto quanto o nosso sol, mas depois
apagou-se e encolheu.
Os astrônomos decidiram
batizar a estrela de Lucy, em homenagem à
música dos Beatles “Lucy in the Sky with
Diamonds” (Lucy no céu com diamantes, na
tradução para o português).
Gongo
“Você precisaria de uma
lupa do tamanho do sol para avalizar esse
diamante”, diz o astrônomo Travis Metcalfe
do Centro para Astrofísicas de
Harvard-Smithsonian, que comandou as
pesquisas.
A estrela diamante
supera em muito o maior diamante da terra, o
Estrela da África, com 530 quilates, que se
encontra na Grã Bretanha. Ele foi cortado a
partir do maior diamante já encontrado na
terra, com 3.500 quilates.
Tecnicamente conhecido
como BPM 37093, é um anã branca
cristalizada. Uma anã branca é o núcleo de
uma estrela morta, a sobra depois que o
combustível nuclear dela é utilizado.
A anã gigante não é
apenas radiante, mas também soa como se
fosse um gongo gigante, emitindo pulsações
constantes.
Sol
“Ao medir essas
pulsações, somos capazes de estudar o
interior de uma anã branca, da mesma forma
que medidas sismográficas de um terremoto
permitem aos geologistas estudarem o
interior da terra.”
Os astrônomos esperam
que o Sol se transforme em uma anã branca
quando apagar, daqui a 5 bilhões de anos.
Dois bilhões de anos
depois de apagado, o núcleo do Sol também
deve se cristalizar, deixando um diamante
gigante no centro do nosso sistema solar.
“Nosso sol vai se
transformar em um diamante eterno”, diz
Metcalfe. |