Câmara deixará de concluir
PEC paralela na convocação

BRASÍLIA - O presidente
da Câmara, João Paulo Cunha
(PT-SP), afirmou ontem que a
votação da emenda
constitucional que atenua
pontos da reforma da
Previdência, promulgada no
fim de 2003, não será
concluída pelos deputados
durante a convocação
extraordinária do Congresso,
que termina no dia 13.
"Se alguém vendeu a
ilusão para a sociedade de
que seria possível votar uma
emenda constitucional em 20
dias, tem de explicar agora
que não é possível",
afirmou.
Segundo Cunha, no período
da convocação, a chamada
emenda paralela à reforma
previdenciária deverá ser
votada apenas na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ)
da Câmara.
Ele disse ainda que não
há como cortar prazos de
tramitação da proposta. "Não
dá para reduzir prazos
durante a convocação. Então,
não dá para concluir a
emenda na convocação",
assegurou.
No terceiro dia da
convocação extraordinária,
486 deputados haviam
registrado presença no
painel eletrônico da Câmara
até as 19 horas. Os
deputados aprovaram o pedido
de urgência para a votação
do projeto de Lei da
Biossegurança.
Protesto
A sessão foi tranqüila,
com apenas um incidente no
Salão Verde, onde ficam duas
entradas para o plenário da
Câmara. Três estudantes
tentaram estender faixas no
salão - "Deus fez o mundo em
sete dias e não cobrou nada
por isso. Por que um dia de
trabalho dos deputados vale
R$ 1,2 mil?" e "R$ 50
milhões para saúde e
educação e não para deputado
ladrão" - contra a verba
extra que os parlamentares
estão ganhando pela
convocação.
A deputada Mariângela
Duarte (PT-SP), que é
suplente de Dirceu,
bateu-boca com os
estudantes. A pedido do
presidente da Câmara, a
segurança retirou os
estudantes com as faixas do
Salão Verde.