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Delúbio Soares está processando o
governo. Em ação judicial que protocolou na 8a Vara da Justiça
Federal de Brasília no último dia 23 de fevereiro, o ex-gestor das
arcas clandestinas do PT reivindica da União o pagamento de uma
indenização de R$ 200 mil.
O ex-tesoureiro do PT julga-se credor
de uma reparação moral. Reclama da inclusão de uma questão ofensiva
à sua honra na prova de um concurso público promovido pela
Procuradoria da Fazenda Nacional nos dias 11 e 12 de fevereiro.
A pergunta que deixou Delúbio
incomodado é a seguinte:
“Delúbio, funcionário público,
motorista do veículo oficial – Placa OF2/DF, indevidamente, num
final de semana, utiliza-se do carro a fim de viajar com a família.
No domingo à noite, burlando a vigilância, recolhe o carro na
garagem da Repartição. Delúbio cometeu crime de:”
a) peculato
b) apropriação indébita
c) peculato de uso
d) peculato-desvio
e) furto
Delúbio argumenta na ação que essa
pergunta, inserida no item número 86 da prova para ingresso na
carreira de Procurador da Fazenda, deu margem a comentários irônicos
contra ele entre os cerca de 10 mil candidatos que participaram do
concurso. Reclama do fato de ter sido apresentado como responsável
pela prática de crime contra a administração pública.
A ação movida por Delúbio será julgada
pelo juiz Iran Velasco Nascimento, titular da 8a Vara de Brasília.
Em seu primeiro despacho, Velasco Nascimento enviou à Advocacia
Geral da União um ofício em que pede ao governo que responda à
reclamação do ex-tesoureiro petista. Os advogados da União ainda não
se manifestaram. |