Corrupção avança
em países pobres, diz relatório da
Transparência Internacional

LONDRES - A corrupção continua a ser um
flagelo de vários países pobres e parece
ter piorado em nações industrializadas.
As afirmações foram feitas pela
organização Transparência Internacional,
em seu relatório anual Índice da
Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em
inglês), publicado nesta terça-feira.
As nações em que a corrupção é pouco
perceptível estão no alto do ranking.
Este ano, eles são Finlândia, Dinamarca,
Islândia e Nova Zelândia, que obtiveram
notas de 9,5 a 9,7. No pé da lista estão
Bangladesh, Nigéria e Haiti, com notas
que vão de 1,3 a 1,5.
Na pontuação -que vai de zero (para o
mais corrupto) a dez (para o menos
corrupto)- o Brasil obteve 3,9 (0,1
ponto a menos que em 2002), ficando em
54º lugar entre os 133 países
pesquisados, ao lado de Bulgária e
República Tcheca.
Em 2002, quando a lista tinha 102
países, o Brasil havia ficado em 45º
lugar, com 4 pontos. A queda do Brasil
ocorreu por causa da entrada de novos
países na pesquisa.O país está abaixo da
Bielorrússia (4,2) e acima de Jamaica e
Letônia (3,8). Os Estados Unidos, por
sua vez, caíram duas posições no
ranking, de 18o para 16o lugar, e sua
nota caiu de 7,7 para 7,5.
O presidente da Transparência
Internacional, Peter Eigen, recomendou
no relatório que países ricos dêem apóio
aos pobres no desenvolvimento de
políticas governamentais anticorrupção.
Ele afirmou ainda que os países em pior
lugar na lista não devem ser punidos,
por serem os que precisam de mais ajuda.
- O novo CPI aponta para altos níveis de
corrupção em muitos países pobres, assim
como em ricos, tornando imperativo que
países desenvolvidos façam vigorar
convenções internacionais para reprimir
suborno por empresas estrangeiras -
disse Eigen, que exortou empresários a
cumprirem suas obrigações sob a
Convenção Anticorrupção da Organização
para o Desenvolvimento e o Comércio na
Europa.
|
|
|
|
|
|