07/10/2003

                                  

         

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Brasil está em 54º no ranking da CORRUPÇÃO.

 
 

 

Corrupção avança em países pobres, diz relatório da Transparência Internacional



LONDRES - A corrupção continua a ser um flagelo de vários países pobres e parece ter piorado em nações industrializadas. As afirmações foram feitas pela organização Transparência Internacional, em seu relatório anual Índice da Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em inglês), publicado nesta terça-feira.

As nações em que a corrupção é pouco perceptível estão no alto do ranking. Este ano, eles são Finlândia, Dinamarca, Islândia e Nova Zelândia, que obtiveram notas de 9,5 a 9,7. No pé da lista estão Bangladesh, Nigéria e Haiti, com notas que vão de 1,3 a 1,5.

Na pontuação -que vai de zero (para o mais corrupto) a dez (para o menos corrupto)- o Brasil obteve 3,9 (0,1 ponto a menos que em 2002), ficando em 54º lugar entre os 133 países pesquisados, ao lado de Bulgária e República Tcheca.

Em 2002, quando a lista tinha 102 países, o Brasil havia ficado em 45º lugar, com 4 pontos. A queda do Brasil ocorreu por causa da entrada de novos países na pesquisa.O país está abaixo da Bielorrússia (4,2) e acima de Jamaica e Letônia (3,8). Os Estados Unidos, por sua vez, caíram duas posições no ranking, de 18o para 16o lugar, e sua nota caiu de 7,7 para 7,5.

O presidente da Transparência Internacional, Peter Eigen, recomendou no relatório que países ricos dêem apóio aos pobres no desenvolvimento de políticas governamentais anticorrupção. Ele afirmou ainda que os países em pior lugar na lista não devem ser punidos, por serem os que precisam de mais ajuda.

- O novo CPI aponta para altos níveis de corrupção em muitos países pobres, assim como em ricos, tornando imperativo que países desenvolvidos façam vigorar convenções internacionais para reprimir suborno por empresas estrangeiras - disse Eigen, que exortou empresários a cumprirem suas obrigações sob a Convenção Anticorrupção da Organização para o Desenvolvimento e o Comércio na Europa.
 

 

             

                    

                      Fonte:O Globo