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01/10/2004 - Curativo de celulose pode substituir a pele 

                                                               
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   ANA PAULA DE OLIVEIRA                                      
   MARCOS DÁVILA                                              
   da Folha de S.Paulo 
                                       
                                                              
   Um curativo desenvolvido no Brasil a partir da celulose    
   poderá substituir temporariamente a pele em casos de       
   queimadura, abreviando o tempo de cicatrização da ferida.  
   Ainda em fase de aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de
   Vigilância Sanitária), a membrana biocompatível, por ser de
   emprego único, não exige a aplicação por diversas vezes na 
   região até que a pele se restabeleça.                      
                                                              
   Trata-se de uma membrana obtida pela bactéria produtora de 
   celulose Acetobacter xylinum, que, quando colocada sobre a 
   área atingida, cria uma película protetora semelhante à    
   pele. Feridas de diabéticos também poderão ser tratadas,   
   segundo Lecy Marcondes Cabral, coordenador de pesquisas da 
   Bionext Produtos Biotecnológicos, que, em parceria com a   
   Unesp e a USP, desenvolveu o curativo.                     
                                                              
   O dermatologista Samuel Henrique Mandelbaum, da Sociedade  
   Brasileira de Dermatologia, entretanto, esclarece que ainda
   não existe um curativo que seja universal, ou seja, que    
   possa ser aplicado em todas as pessoas --e na mais variadas
   feridas. "É uma invenção excelente, mas, como todos os     
   outros curativos, tem suas limitações de uso", afirma.     
                                                              
   A idéia para a invenção surgiu quando o pesquisador Luis   
   Fernando Xavier Farah, há 20 anos, se queimou com água     
   fervente. Segundo ele, como estava em um local sem acesso a
   primeiros socorros, improvisou um curativo que consistiu em
   retirar a pele da bolha que se formou sobre a queimadura e 
   usá-la como protetor da ferida --e funcionou. Depois do    
   episódio, passou a colonizar bactérias de celulose em sua  
   própria casa e descobriu que, do cultivo dos               
   microorganismos, era possível obter uma membrana com       
   textura semelhante à formada pela bolha da queimadura. Esse
   é o material usado no curativo.                            
                                                              
   Além do uso na cicatrização de feridas, a parceria entre os
   pesquisadores e as universidades estuda a utilização do    
   produto da bactéria da celulose no revestimento de coletes 
   à prova de balas.                                          
                         
                                     
                                                              
                                                    
 

 

Fonte: Sitepopular /

Os assuntos assinados são de responsabilidade dos  autor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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