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10-06-2004 - Inteligência canina

 
 
Cães são mais inteligentes do que se pensa



BERLIM - Um cão inteligente da raça collie que pode pegar pelo menos 200 objetos, reconhecendo-os pelo nome, pode ser uma prova clara de que os cães compreendem a linguagem humana, disseram cientistas alemães nesta quinta-feira.

O cão, chamado Rico, pode perceber em determinadas circunstâncias que objeto seu dono quer e se já ouviu esta palavra antes, dizem os pesquisadores.

É possível que essas descobertas relatadas pela revista "Science" não surpreendam muitos proprietários de animais. Mas é certo que voltarão a acender o debate sobre se a linguagem humana é única.

As habilidades de Rico parecem seguir um processo chamado de equivalência rápida, que ocorre quando as crianças aprendem a falar e a compreender a linguagem, informaram os pesquisadores.

A equivalência rápida permite a uma criança formar hipóteses rápidas e em estado bruto sobre o significado de uma nova palavra na primeira vez em que ela é ouvida.

"Rico vive como um animal de estimação com seus donos e aprendeu com eles os nomes de mais de 200 coisas, a maioria brinquedos de crianças e bolas, que vai buscar corretamente quando lhe pedem", explicaram Julia Fischer e seus colegas do Instituto Max-Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig.

Seus donos perguntam "Rico, onde está a banana?" ou o Big Mac ou o Panda, e o cão só retorna após encontrar o objeto ou o brinquedo.

Julia Fischer e seus colegas fizeram experiências com o cão e ficaram satifeitos com a compreensão que ele tem das palavras. "Por exemplo, ele pode ser ensinado para que ponha objetos em uma caixa e os leve a uma pessoa determinada", afirmaram.

"O tamanho do vocabulário de Rico é comparável ao dos chimpanzés, golfinhos ou papagaios amestrados", disseram.

Quando se colocava um objeto novo em um local cheio de coisas que ele já conhecia, Rico era capaz de recuperá-lo em sete das dez ocasiões, dando mostras de que comprendia que a nova palavra devia referir-se ao novo objeto.

Quatro semanas depois, parecia lembrar a nova palavra quase na metade das vezes. "Este nível de controle da informação é comparável ao de uma criança de três anos", relataram os pesquisadores.


 

 
Fonte: Globo

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