Lula tem
sido fantástico, diz
pré-candidato democrata
O
pré-candidato democrata à
Presidência americana Howard
Dean fez elogios ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.
Dean disse
que Lula "aderiu aos bons
princípios econômicos e está
trabalhando para diminuir as
diferenças entre ricos e
pobres".
"Ele tem
sido fantástico. Os Estados
Unidos têm sido reservados, e
nós devemos trabalhar com ele",
afirmou Dean, em discurso no
Estado de New Hampshire.
O
ex-governador de Vermont
prometeu também uma
reaproximação com os países da
América Latina, afirmando que a
política de relações exteriores
do governo de George W. Bush é
baseada na "humilhação" e não na
"humildade", como o presidente
americano havia prometido.
Dean
afirmou que a atual
administração não está
aproveitando o desenvolvimento
econômico e democrático da
América Latina . "Nós perdemos
nossa oportunidade", disse.
'Igualdade'
Dean
reconheceu que não tem
experiência em política
internacional, mas prometeu ter
uma relação "especial" com a
América Latina.
"Será uma
relação de iguais e não uma
relação em que nós somos a
grande potência econômica e os
tratamos como cidadãos de
segunda classe", afirmou o
pré-candidato, segundo a agência
de notícias Reuters.
Para ele, o
relacionamento com o México, em
particular, tem sido deixado em
segundo plano.
"O
extraordinário é que, nesses
anos da Presidência de Vicente
Fox, o presidente Bush
desperdiçou a chance de mudar
fundamentalmente o México",
disse. "O presidente dos Estados
Unidos o abandonou porque ele
discordou da guerra contra o
Iraque."
Sobre a
Venezuela, Dean expressou certa
cautela em relação ao presidente
Hugo Chavez, que enfrenta uma
crise política no país, mas
destacou a estabilidade de
grandes democracias, como a
Argentina, que, apesar do
colapso econômico, está entre os
"países que amadureceram
dramaticamente".
Em
dezembro, Dean apresentou
publicamente os 14 especialistas
que trabalham na sua equipe de
relações exteriores, muitos dos
quais participaram da
administração do ex-presidente
americano Bill Clinton, de
acordo com a agência de notícias
EFE.