São Paulo - As novas linhas de
crédito imobiliário destinadas à classe média, que a Caixa
Econômica Federal (CEF) anunciou hoje, para todo o país, totalizam
R$ 2 bilhões. De acordo com o presidente da Caixa, Jorge Mattoso,
a definição do valor a ser contratado ficará condicionada à
capacidade de renda do tomador do financiamento. Mattoso projeta
um aumento de 50% no volume das operações de crédito da
instituição, cujo fluxo deve passar de R$ 20 bilhões para R$ 30
bilhões. Dessa quantia, caberá às pessoas físicas, o montante de
R$ 20 bilhões.
Na avaliação de Mattoso, os cinco novos produtos vão injetar mais
recursos no mercado estimulando o crescimento econômico. “Vínhamos
de uma ausência de investimento e com esse esforço, temos a
possibilidade de alavancar o crescimento econômico, favorecendo as
atividades na construção civil, que, tradicionalmente, ocupa o
lugar de expressão na geração de empregos”.Ele observou que a
Carta de Crédito Caixa, suspensa em 2001, foi retomada, em
novembro do ano passado, e, agora com esses novos produtos está se
propiciando uma ampliação de opções para atender às necessidades
da população.
Mattoso revelou que essa oferta resulta, principalmente, do
desempenho positivo na lucratividade da CEF, cujo saldo econômico
financeiro alcançou, no ano passado, a melhor cifra da história da
instituição com algo superior a R$ 1,6 bilhão. No primeiro
trimestre deste ano, o lucro líquido foi de R$ 404 milhões, 17,61%
maior ao de igual período de 2003, que chegou a R$ 344 milhões.
Os interessados nos novos produtos poderão obter financiamentos
para reformas ou ampliação de moradias, construção de imóvel
residencial quer seja em terreno próprio ou com aquisição de
terreno e ainda compra de lote urbanizado comercial ou
residencial. Terão acesso mesmo os proprietários de outro imóvel
residencial ou comercial. A taxa de juros vai variar entre 13% e
18% ao ano, acrescidos de Taxa Referencial (TR), e os prazos de
pagamento foram fixados entre 60 e 180 meses. |
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